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Adeus ao irreverente Flecha Negra

João Rosa da Silva, o Flecha Negra, faleceu nesta quarta-feira,15
Por Redação Engeplus Em 15/08/2018 às 14:53

Poucos entendem tão bem a vida quanto aqueles que se entregam à ela totalmente. Assim é o Flecha Negra. Chamá-lo de João Rosa da Silva soa, no mínimo estranho, já que foi pelo apelido que ficou conhecido em toda a região. Filho de indígenas e que cresceu superando dificuldades, ele tinha tudo para se tornar amargo, mas decidiu que levar alegria aos outros seria bem melhor. Veio o circo do Flecha Negra e com ele a diversão e as risadas que empolgaram milhares nesses cantos de Santa Catarina. 

O último número desta vida não foi no picadeiro, mas no bairro que ele ajudou a transformar. As estradas tortas do Rio Bonito, um pedaço de terra escondido entre a Avenida dos Imigrantes e a antiga caixa de embarque do carvão no bairro Laranjinha, foi sua morada. E também lugar de muitas lutas. Ali não tinha rio e, no começo, não era nada bonito. Uma comunidade que se formava e precisava de muita atenção do poder público. Nesta quarta-feira cinzenta Flecha não acordou. Aos 80 anos encerrou seu espetáculo neste palco que é a vida, mas não sem antes deixar uma mensagem: "Nada se leva deste mundo e ajudar é bom". 

O documentário em forma de perfil jornalístico que está sendo reproduzido aqui foi feito em junho de 2011, pelos acadêmicos Maiara Possamai, Neria Motta, Susane Galindro e Gustavo Cardoso, na disciplina de Tópicos Intercomunicacionais I, do curso de Jornalismo da Faculdade Satc.

As últimas despedidas ao Flecha serão feitas a partir da tarde desta quarta-feira (15) no cemitério do bairro São Marcos. O sepultamento será amanhã pela manhã.

Flecha deixa 22 filhos, netos e bisnetos.

Colaboração: Marli Vitali - Assessoria de Imprensa Satc

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