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Da terra vem o pão

Da terra vem o pão
Por Willi Backes Em 12/07/2021 às 11:25

AGRICULTURA DESDE TEMPOS DO IMPÉRIO

O Imperador D. Pedro II, em 28 de Julho de 1.860 criou a “Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas”, em tempos que o Brasil após período de extrativismo da madeira, notadamente do Pau-Brasil, e entrava com vigor na produção da cana-de-açúcar e do café.

Em 1.930 o Governo Federal transformou a Secretaria em Ministério da Agricultura, tendo por Ministro Joaquim Francisco de Assis Brasil.

Em 2.001, a denominação passou a ser de Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, quando o Ministro era Marcus Vinícius Pratini de Moraes, adotado pelo subsequente Ministro Roberto Rodrigues. 

Em 2.020, quando o “MAPA” comemorou 160 Anos de Fundação, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, Engenheira Agrônoma, Empresária e Política do Mato Grosso do Sul era e é a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O Brasil em 2.020 produziu 260 milhões de toneladas de grãos na agricultura e, 29 milhões de toneladas de proteínas em carnes da pecuária nacional. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA tem sob sua gestão as políticas públicas de estímulo à agropecuária, pelo fomento do agronegócio e pela regulação e normatização de serviços veiculados ao setor.

PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PROTEÍNA

No início de 2.021, a ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal divulgou o resultado consolidado das exportações brasileiras de carne suína e de carne de frango ocorridas ao longo de ano de 2.020. O Estado de Santa Catarina ocupa a primeira posição nas exportações de carnes suína e de frango entre os estados brasileiros.

As exportações de carne suína totalizaram 1,021 milhão de toneladas nos 12 meses, número 36,1% superior ao registrado em 2.019. A receita cambial chegou a U$$ 2,270 bilhões, resultado 42,2% maior que o alcançado em 2.019.

Em carne de frango, as vendas de 2.020 alcançaram 4,230 milhões de toneladas nos 12 meses, superando em 0,4% o total embarcado em 2.019. A receita das exportações do ano chegou a U$$ 6,123 bilhões, desempenho 12,5% menor em relação aos 12 meses de 2.019.

Segundo informes de Entidades representativas da pecuária brasileira, em 2.020 o Brasil exportou 2,02 milhões de toneladas de carne bovina de corte, 8,8% superior ao ano de 2.019. A receita cambial chegou a U$$ 8,53 bilhões, desempenho 11,8% superior a 2.019.

A produção no agronegócio brasileiro em 2.020 representou a geração de U$$ 100 bilhões de dólares em negócios, e, alimentou mais de 800 milhões de pessoas em todos os continentes.    

AGRONEGÓCIO CATARINENSE, CONSTITUIÇÃO

No primeiro ano da gestão de Jorge Lacerda no Governo do Estado de Santa Catarina, em 29 de Fevereiro de 1.956, com a liderança e comando do Engenheiro Agrônomo Glauco Olinger, foi implantado o Escritório Técnico Rural – ETA, com objetivo de implantar serviços de apoio à extensão rural e pesquisa agropecuária em Santa Catarina.

Com prazo de validade de 4 anos, o ETA teve como sucedânea a criação da Associação de Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina – ACARESC, com atuação Estadual.

Em 29 de Outubro de 1.975 foi criada a Empresa Catarinense de Pesquisa Agropecuária – EMPASC.

Em 27 de Novembro de 1.979, foi criada a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – CIDASC, com objetivo de promover o agronegócio catarinense e o desenvolvimento das cadeias produtivas por meio da sanidade animal, vegetal e inspeção de produtos de origem animal, tendo por meta garantir a excelência sanitária dos rebanhos e lavouras do Estado.

As metas foram plenamente alcançadas e certificadas por auditorias internacionais como a Organização Mundial de Saúde Animal – OIE que atesta Santa Catarina como Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, sendo o único Estado Brasileiro com essa condição até 2.021, e, Zona Livre de Peste Suína Clássica – PSC.

Em 1.991 ocorreu fusão da ACARESC e EMPASC o que fez surgir a criação da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – EPAGRI, com finalidade de exercer Assistência Técnica, Crédito Rural e Extensão Rural em todos os municípios de Santa Catarina.

Também em 1.991, na gestão do Governador Vilson Pedro Kleinubing, foi criada a Secretaria da Agricultura e da Pesca do Estado de Santa Catarina, tendo como primeiro Secretário Dilso Cecchin. A partir da criação, a EPAGRI e CIDASC passaram a ser subordinadas a Secretaria Estadual, e mais, foram adicionadas também importantes parcerias funcionais com a FAPESC, FETAESC, FAESC, OCESC, FECAM, EMBRAPA e MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A EPAGRI e CIDASC através de seus escritórios regionais e serviços de campo, atende a todos os municípios e na vigilância sanitária nas divisas territoriais de Santa Catarina. Presentemente em 2.020/2021 a EPAGRI conta no seu quadro profissional com alto padrão de qualificação e gestão, com aproximadamente 1722 colaboradores. A CIDASC, conta com 1005 profissionais na gestão e vigilância sanitário no campo.

 

ENTIDADES E LIDERANÇAS (2.021).

Em 2.021, as Entidades estão sob as gestões de:

. TEREZA CRISTINA CORRÊA DA COSTA DIAS - Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, Brasília/DF.

. ALTAIR SILVA, em substituição a Ricardo de Gouvêa em 12/01/2021 - Secretário de Agricultura, da Pesca e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Florianópolis/SC.

. EDILENE STEINWANDTER - Presidente da EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Florianópolis/SC.

. ANTÔNIO PLÍNIO DE CASTRO SILVA, em substituição de Luciane de Cassia Surdi em 15/02/2.021 – Presidente da CIDASC – Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, Florianópolis/SC.

. CELSO MORETTI – Presidente da EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária/Brasília.

. FÁBIO ZABOT HOLTHANSEN – Presidente da FAPESC – Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina.

. JOSÉ WALTER DRESCH – Presidente da FETAESC – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina.

. JOSÉ ZEFERINO PEDROZO – Presidente da FAESC – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina.

. LUIZ VICENTE SUZIN – Presidente da OCESC – Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina.

. CLENILTON PEREIRA (Araquari) – Presidente da FECAM – Federação Catarinense dos Municípios.

. DANIEL REMOR MORITZ – Gestor Defesa Agropecuária da CIDASC, Regional de Criciúma/SC.

. EDSON BORBA TEIXEIRA – Coordenador Gerente Regional da EPAGRI na AMESC e AMREC, Criciúma/SC. 

 

O AGRONEGÓCIO CATARINENSE E DO SUL CATARINENSE.

O território do Estado de Santa Catarina representa apenas 1,1% do território do Brasil. O desempenho do valor econômico de produção agrícola nacional, Santa Catarina representa 5,5% da produção (2.019).

A produção catarinense representou faturamento de R$ 33 bilhões divididos em 59% da produção animal, 35% da produção vegetal e 6% da produção florestal.

Pela ordem, as principais atividades agropecuárias de Santa Catarina são: Frangos abatidos, Suínos abatidos, Leite, Soja, Tabaco, Bovinos abatidos, Milho, Milho silagem, Madeira, Ovos e Arroz.

Produção agropecuária de Santa Catarina na produção Brasileira:

1º Lugar – Suínos e Cebola.

2º Lugar – Frango, Arroz, Tabaco, Maça, Palmito e Pera.

3º Lugar – Erva-Mate, Alho, Maracujá e Pêssego.

4º Lugar – Banana.

5º Lugar – Trigo e Leite.

6º Lugar – Mel de Abelha (mel considerado o melhor do mundo).

7º Lugar – Ovos de Galinha.

13º Lugar – Bovinos.

Nos doze (12) municípios que compõem a Associação dos Municípios da Região Carbonífera – AMREC, funcionam regularmente em torno de cem (100) agroindústrias familiares com produção e transformação de produtos alimentares.

Em 2.020/2.021, funcionam regularmente em Criciúma, entidades com atividades voltadas para a produção na agricultura familiar: NOSSO FRUTO Cooperativa de Agricultores Familiares - NOVA VIDA Cooperativa Familiar de Produtos Agrícolas - Grupo Frutos da Terra, Rede Ecovida, Serramar -  Clube Nossa Horta - ACAPACQ Associação Catarinense de Produtores Artesanais de Aguardente e Cachaça.

Da mesma forma, em Forquilhinha funcionam as Entidades: COONAFOR Cooperativa de Produtores Agroindustriais de Agricultores Familiares e,COOPERNOVA Cooperativa da Agricultura Familiar.

AS FESTAS DO COLONO, MOTORISTA E AGRICULTOR (1.924).

Desde as décadas de 40/50 do século XX, a comunidade de Forquilhinha procurou organizar a sua Festa do Colono, sempre com a intenção de reunir a produção na agricultura e pecuária, historicamente relacionada à cultura imigrante alemã estabelecida no Brasil.

Em 1.924, data comemorativa do Centenário da Imigração Alemã pro Brasil, ocorrida com primeiro grupo em 25 de Julho de 1.824 na Feitoria Real do Linho Cânhamo, na hoje São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, promoveu-se um grande evento denominado “Festa do Colono”. Logo a modalidade do evento se expandiu por todo sul brasileiro, notadamente onde estavam estabelecidas famílias imigrantes alemães.

A data comemorativa tanto cresceu e repercutiu que em 5 de Setembro de 1.968, o Presidente da República Artur da Costa e Silva, através de Lei Federal sob o número 5.496, instituiu o “Dia do Colono”, sempre no dia 25 de Julho de cada ano. 

Anos depois, foi acrescido à data também a denominação “Dia do Motorista”, que tem no calendário São Cristóvão como protetor da classe profissional. O Santo Católico São Cristóvão é “aquele que carrega Cristo” e tem no calendário o dia comemorativo em 25 de Julho.

Em 27 de Julho de 1.960, quando das comemorações do centenário da criação do Ministério da Agricultura, o Presidente Juscelino Kubitschek através do Decreto Lei n. 48.630, criou em homenagem à data 28 de Julho com a denominação honrosa de Dia do Agricultor, festejada em todo território nacional.

Em 2.018, o Senado Federal presidido por Eunício Oliveira, aprovou Lei n. 13.776 que instituiu a Semana Nacional da Agricultura Familiar, que passaria a ser comemorada sempre na semana em que figurava o dia 25 de Julho de cada ano.

Criada em 2.014 pela FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o Dia Internacional da Agricultura Familiar é comemorada no dia 25 de Julho de cada ano.    

Texto: Willi Backes

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