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Penas ao vento.

Por Willi Backes Em 24/05/2020 às 18:10

Em nome da liberdade de expressão, do anonimato do nome da fonte e dos direitos para imprensa livre, cometem-se crimes contra a ordem nacional e individual, denigrem-se reputações ilibadas, sugerem intrigas inexistentes entre pessoas e grupos, batem tambores enquanto a orquestra e seu maestro afinam seus instrumentos.

A prática costumeira estão nos conteúdos sugeridos na forma de denúncias nas chamadas de capas nos jornais e blogs, e matéria principal dos telejornais, praticados pela “grande mídia”, e que de imediato é repercutida em todo o Brasil e também no exterior. São as penas ao vento, soltas do alto das mais altas formas de comunicação.

KIM ESTÁ VIVO.

Quando o tema é relacionado a questões externas do Brasil, vira uma grande piada, escárnio, deboche à veracidade e segundo a imprensa, apenas uma “barrigada”. Lembro que em 25 de abril, toda a grande mídia nacional, colando informação de imprensa aliada dos EUA, anunciou em manchete a morte de Kim Jong-un, Presidente da Coréia do Norte. O Presidente Kim está vivo e na função, mas, não tiveram a decência de retificar a desinformação pecaminosa.

Os jornais tupiniquins, em letras garrafais fazem denúncias e acusações, sempre tendo como alvo a Presidência da República. Poucos leem o conteúdo, e se lessem veriam que o conteúdo contradiz a manchete, o que sempre obriga a vítima tentar esclarecer o mal informado.

O RIDÍCULO PLIM PLIM.

Já foi o tempo em que se marcava um compromisso para antes ou depois do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão. Hoje em dia, é o melhor horário para se fazer outras coisas mais úteis e saudáveis.

É inadmissível, desobediência moral, tendencioso, jornalisticamente pecaminoso informar desinformando. Com frequência abundante o telejornal chama matéria principal e a veicula, sempre tendo o Presidente da República na mira do alvo, com imensos disparates editoriais. No final do telejornal, quando muitos já fizeram uso do controle remota, o apresentador ou sua parceira de infortúnio, faz melancólica retificação do que fora informado. E fica por isso mesmo, na cara-de-pau, sem arrependimento, o que faz pensar que muitas serão as próximas sacanagens para veicular inverdades.

Depois das penas jogadas ao vento, impossível recolhe-las.