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Confecções, a moda passa por aqui.

Confecções, a moda passa por aqui.
Foto: Americana Moda
Por Willi Backes Em 17/06/2020 às 11:50

No início dos anos 60, iniciava-se no sul catarinense, com mais ênfase em Criciúma, surgimento de nova opção econômica e cultural. Naqueles anos, a economia regional estava dependente das atividades relacionadas à indústria extrativa do carvão, e mais iniciativas relacionadas à agricultura, metalurgia, cerâmica de louças e estruturais. A indústria da confecção surgia como alternativa econômica, quase sempre, como diversificação das atividades de empreendedores existentes, muitos deles com habilidades para alfaiataria originária das famílias italianas colonizadoras.

Os pioneiros foram os alfaiates José Aguiar e Esperandino Damiani que em 1.949 iniciaram atividades da Camisaria Aguiar. Seguiram-se em 1.960 as instalações da Confecções Vidal, do empreendedor Diomício Vidal e a De Lucca Confecções.

DAS MINAS PARA O SOCIAL.

Nos Estados Unidos da América do Norte, no ano de 1.837, o alemão Levi Strauss e o americano Jacob Davis iniciaram a produção em escala da calça jeans, para uso dos mineradores do oeste americano.

Em Criciúma e no sul catarinense nos anos 60, muitas eram as empresas que tinham suas atividades quase que totalmente dependentes dos recursos advindos da mineração, carvão e barro cerâmico. O uso da mão de obra masculina era quase que exclusiva nas ditas atividades. A oferta da mão de obra feminina, assim, restava abundante. Atentos, tradicionais comerciantes passaram a empreender em iniciativas industriais, tendo o foco voltado para a confecção de vestuário, majoritariamente com uso da mão de obra feminina. Outros passaram da condição de atacadistas com distribuição de inúmeros produtos, inclusive confecções, oriundas do centro do País e do Rio Grande do Sul, passaram a produzir com marcas próprias. 

As empresas atacadistas de tecidos do empresário Algemiro Manique Barreto a Manique e Cia e a Casa Twist de Osvaldo Guidi, redimensionaram suas atividades também para a própria produção. Desde 1.969 atuando como atacadista, a Rosatex dos empresários Adenir Zanette e Valdir Rosso, em 1.976 passaram a produzir confecções com marca própria.

Nos anos 60 e 70, seguiram-se o empreendedorismo industrial com produção das empresas e marcas Crimalhas, Cedro Rio, Calças Calcutá, Confecções Mafferson, Negys, Di Angelis, Malharia Thayse, Confecções Hertha, Confecções Replay/Scremin e Confecções Roscel.

ASSOCIAR E PRODUZIR MILHÕES.

Em 17 de Novembro de 1.978 foi fundado por 26 empresas industriais, o SINDIVEST – Sindicato da Indústria do Vestuário do Sul Catarinense, tendo o empresário Diomício Vidal como seu primeiro Presidente.

A indústria do vestuário de Criciúma e no sul catarinense se destaca na produção de confecção e facção para comercialização no atacado e varejo, de peças em jeans, moda social, modinha infantil, juvenil e jovem, moda íntima, produtos artesanais.

Mensalmente Criciúma e região sul catarinense com suas centenas de indústrias de confecções e facções produzem milhões de peças de confecções, distribuídos e comercializados em todo o Brasil e no exterior.

Em 2020 o SINDIVEST – Sindicato da Indústria do Vestuário do Sul Catarinense é presidido pelo empresário Xandrus Galli e tem no seu quadro associativo empresas/marcas como Agora Use, Calças Calcutá, Charry, Difato, Critex, Daniela, Dario, De Lucca, Dizhum, Roscel, Criativa, Dalbelli, Difac, Dilson Pontes, Dois Ponto Sete, Ease, Kalyhan, Festiço Fashion, Oneface, La Moda, Damyller, D´Thuti, Dopping, Visual, Classic Beach, Lisfaty, Larfs, Marella, Margô, Maxi Bordados, Modal, New Griff, Colarinho Branco, Pellone, Ramage, Seaward, SKS, Spader e Godoi, Styllus, Toplay, Twist, Ufo Way, Vanibele, Absinto e Vida Marinha.