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'Nada menos que tudo'

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Por Willi Backes Em 21/11/2019 às 10:48

"NADA MENOS QUE TUDO"

Esse é o título da publicação que teve a pretensão de expor os “bastidores da operação que colocou o sistema político em xeque”, tendo os jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin como redatores, e como entrevistado Rodrigo Janot Monteiro de Barros, ex-Procurador-Geral da República. Operação no caso é a conhecida Lava-Jato.

Rodrigo Janot sucedeu Roberto Gurgel na PGR, foi indicado pela Presidente da época Dilma Rousseff, e cumpriu função no período de Setembro de 2013 à Setembro de 2017.

ESPELHO, ESPELHO MEU.

Após paciente e atenta leitura da citada publicação - curiosamente nada analisada e comentada pelos jornalistas e meios de comunicação - é possível depreender e destacar algumas conclusões.

O livro se tivesse troca do título para “Espelho, Espelho Meu, Existe Alguém Melhor do que Eu?”, ficaria mais apropriado ao conteúdo. Rodrigo Janot usou e abusou do autoelogio. Segundo ele, sem ele, nada ou quase nada teria acontecido quanto as investigações.

Nas raras citações com referências aos procuradores e ao Juiz Sérgio Moro, fica evidente o pouco respeito e consideração ao trabalho empreendido pelos profissionais em Curitiba, Paraná, no caso da Operação Lava-Jato.

A LISTA DO JANOT.

A República que comandou o Brasil no período de 2013 a 2018, está toda relacionada na publicação do ex-PGR. São algo em torno de mil nomes e sobrenomes, de todas as naipes partidárias. Entretanto, fica evidente que os alvos preferidos do Janot, eram componentes dos partidos PSDB, PP e MDB. Quando se tratava do PT, responsável pela sua graduação, a linguagem e teoria acusatória foi próximo de um pedido de desculpas.

AS PINGADAS DO JANOT.

As divergências do ex-PGR Rodrigo Janot com parte dos componentes do STF está presente em muitos dos relatos, notadamente com o Ministro Gilmar Mendes. Não no livro, mas, em entrevista posterior à publicação, Janot relato sua entrada no STF, armado, para fuzilar o ministro antagonista.

A poucas semanas, em um dos arrotados votos no STF, a Excelência Gilmar Mendes afirmou que Janot não passava de um dependente contumaz do álcool. O próprio Janot nos seus relatos publicados, confessa com entusiasmada simpatia que quando lia denúncias recebidas na PGR, as lia sempre acompanhado de bons vinhos. Acusados, réus, advogados das partes, políticos investigados, todos, todos sabiam do hábito etílico do ex-PGR. Para satisfazê-lo e possibilitar melhor aproximação, vinhos e cachaças eram presentes recepcionados com destacada frequência, segundo o próprio Janot.

A REPÚBLICA ACIMA DE TUDO.

Os fatos e atos são contemporâneos. Ainda não completamos 20 anos do Século XXI. A Pátria Amada Brasil, nos últimos 18 anos, através do conluio público e privado, um através da chantagem financeira e outro com pagamentos para benesses futuras, debulharam a economia nacional e moral dos mandatários. A sociedade, aqueles que produzem e contribuem compulsoriamente com impostos e taxas, se não estão ainda todos nas ruas, estão ligados nos propósitos construtivos para recondução da Nação para caminhos seguros na busca da prosperidade econômica e moral.

O Brasil é uma Nação sobrevivente. Após o assalto criminoso, vem a reconstrução dos alicerces.

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