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Mitologia bandida, enterrada

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Por Willi Backes Em 11/07/2019 às 09:58

MITOLOGIA BANDIDA, ENTERRADA.

Desconhecimento, preguiça e distância da boa literatura e interpretação de fatos históricos, ou simplesmente obstrução mental que produz toupeiras ideológicas, são elementos presentes em viventes que idolatram figuras que construíram vida bandida, subversiva.

A questão não é ser de direita ou de esquerda, ideologicamente. É perceber, entender e praticar o que é certo ou errado. Ídolos, verdadeiras excrecências, tiveram suas vidas bandidas modeladas mitologicamente. Foi assim com guerrilheiro e combatente profissional italiano Giuseppe Garibaldi (+02/06/1882), sua concubina e mais tarde esposa Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita Garibaldi (+04/08/1849).

Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião (+28/07/1938), assaltante, ladrão, assassino e bandoleiro, até hoje é cantado e declamado em prosa e verso. O assassino executor argentino Ernesto Che Guevara (+09/10/1967) é modelo no meio universitário e deseducador.

O catarinense João Acácio Pereira da Costa, vulgo bandido da luz vermelha (+1998), autor de 4 assassinatos e 77 assaltos, condenado a 351 anos de prisão, quando saiu após 30 anos, pena máxima no Brasil, foi tema para manchetes, capas editoriais e especiais televisivos. O inglês Ronald Biggs (+18/12/2013) que em 1963 na Inglaterra participou de um dos maiores assaltos da história, foi alojado por anos no Brasil como celebridade.

Fidel Castro (+25/11/2016) por 50 anos subjugou de forma violenta e assassina o povo cubano, morreu sem dar chance de ser julgado por seus conterrâneos e pela humanidade. É mito para os com poucos neurônios.

MITOLOGIA BANDIDA, VIVA.

Em janeiro de 2019, após fuga do Brasil para a Bolívia, o italiano Cesare Battisti, comunista, quadrilheiro, comprovado e julgado multi assassino, foi preso e deportado para a Itália. Lá, debochado, reconheceu os crimes cometidos. Nenhuma manifestação dos bobos do circo tupiniquim. Aqui chegou em 2004. Enquanto esteve no Brasil, foi deportado pelo STF, mas, foi agasalhado pelo então presidente Lula. Durante os 13 anos que por aqui esteve, usufruiu idolatraria do governo brasileiro, parte da mídia e pelo meio universitário. Publicou livros patrocinados, fez conferencias e palestras em universidades públicas. Vivo continua ídolo, na morte virará mito para uma minoria teimosa e ridícula.

MITOLOGIA BANDIDA À BRASILEIRA.

Combate direto e público à corrupção, formatada nos conluios entre grupos econômicos, indivíduos, partidos políticos e principalmente lideranças políticas do executivo e legislativo, botou em cárceres dezenas de bandidos, quadrilheiros, ladrões e corruptos & corruptores nos últimos anos. Pedigree de toda ordem e importância, de baixo pra cima, de cima pra baixo. O alicerce que garantiu e garante a continuidade da investigação e punição vem dos populares, das ruas, dos brasileiros de bem na sua imensa maioria.

Portentosos de antes, julgados e presos, “mofam com as pombas na balaia”. O arrependimento e colaboração poderá, como já estão, significar menor tempo de sol nascendo quadrado.

Diferentemente, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o mais famoso líder representante 171 nas execuções penais, alvo notório das investigações, provas e colaborações dos demais recolhidos, teima imaginar que está acima de tudo e de todos. Se acha inexpugnável, contrário à famosa frase “O Lula está preso, babaca”.

Mais babacas que o próprio, são seus ainda fiéis seguidores, notadamente a cada dia em menor número. Restam aqueles que acreditam ainda ser possível transformar um sapo em um príncipe, apenas com um toque de varinha mágica do STF. Ainda em vida, o mito na mitologia à brasileira está se exaurindo, o líder é de estrume, com data de validade vencida.

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