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Criciúma EC, futebol raiz

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Criciúma EC, futebol raiz
Foto: Rafaela Custódio / Arquivo Engeplus / Ilustrativa
Por Willi Backes Em 28/11/2019 às 11:40

CRICIÚMA EC, FUTEBOL RAIZ.

O momento contemporâneo do Criciúma Esporte Clube – apesar de não ser inédito – é extremamente delicado. A crise na Entidade é institucional, organizacional e véspera de eclipse econômica. Porém, nada que não possa ser equacionado e em pouquíssimo tempo.

O Criciúma EC ao longo de sua vitoriosa história, construiu patrimônio desportivo e físico, igual ou similar a poucas agremiações no âmbito nacional. O clube foi edificado com digitais de muitos dirigentes, praticantes amadores e profissionais, apoiadores e patrocinadores, centenas de milhares de torcedores, simpatizantes e consumidores.

A descrição que faço imagino que seja de entendimento comum pra aqueles que viveram e vivem a trajetória do Criciúma EC.

SEM TEMPO PARA REFLETIR.

Há tempos que a forma de gestão do clube é contestada, numa relação intima decorrente dos resultados não conquistados no campo de jogo. O clube é “viciado” em conquistas. Intercaladas, mas, conquistas. A hoje depressão amorosa, mesmo que prolongada, é tratável e tem cura. O que urge são mãos habilidosas para aplicação do remédio em dose certa.

Em 2020 o Criciúma EC tem calendário em competições importantes. Campeonato Catarinense - onde a muito não disputa o título, Copa do Brasil – onde já foi campeão e teve inserções destacadas e, Campeonato Brasileiro da Série C – onde já frequentou e foi também campeão. Três competições onde já conquistou o topo.

A agenda de compromissos do próximo ano, é logo ali, daqui a 60 dias. Portanto, a preparação deveria já estar em criação e produção.

UMA ANDORINHA SÓ NÃO FAZ VERÃO.

O sentimento disseminado é o de “terra arrasada”, ou próximo disso. A reconstrução passa por efetiva inserção e participação de muitas mãos trabalhadoras e avalistas. Tudo em torno e nas entranhas, em nome da Entidade Criciúma Esporte Clube. É sandice protelatória imaginar que um sheik das Arábias poderá baixar por aqui com petrodólares ou que um empresário local sacara recursos em profusão para “salvar” a Entidade e garantir futuro promissor.

AS SOLUÇÕES ESTÃO EM CASA.

A dúvida é sempre a mesma, ou seja, a melancia da roça vizinha tem melhor sabor. Mas e notadamente a questão não é dogmática. A trajetória do Criciúma EC permite reconhecer que aqui mesmo na região estão empresas e pessoas com reconhecidas capacidades para gestão do clube e de sua atividade profissional, o futebol.

Não só de recursos financeiros que se organiza, dirige entidade e promove o desporto. O momento é para uma chamada geral, esquecidas as possíveis vaidades e diferenças pessoais.

UM POR TODOS, TODOS POR UM.

Se o clube tem inscrição regularizada, tem infraestrutura e calendário, resta prospectar melhor gestão. Ninguém entende mais de medicina desportiva que os próprios profissionais médicos graduados. É deles a missão da montagem, prática e gerenciamento.

É mais do que a hora de prestigiar e repassar dever ao curso superior de educação física da UNESC a responsabilidade da gestão da preparação física do clube em todas as suas instâncias.

O momento de reconstrução e construção do futebol recomenda a raça e o poder de indignação do Edson Gaúcho na condição de treinador, auxiliado por Gonzaga Miliolli, o Palha na preparação de goleiros, apoiado por grupo planejador com os sempre campeões Sarandi, Wilsão e Vanderley. Todos estão por aí, disponíveis.

Antônio Sérgio Fernandes tem formação e preparação superior para atender as questões de supervisão e jurídica do Clube. Júlio Remor é bom na gestão mercadológica.

SEMINÁRIO COM CHAVE NA PORTA.

É prioritário que o Criciúma EC, entidade e sua atividade profissional volte a ter a direção e responsabilidade própria. Longe de ser teoria conspiratória, é possível sim se imaginar e prospectar encontro emergencial, no ambiente do clube, mesa redonda com inserção de ex-presidentes – Moacir Fernandes, Dorly Naspolini e Milton Campos Carvalho, ex-diretores e apoiadores – Clementino Bolan, Anselmo Freitas, Antônio Ronconi, Walter Ghislandi, Édio Del castanhel, Arnaldo Angeloni, Antenor Angeloni, José Locks, Álvaro Arns, Jaime Dal Farra, e outros mais.

É possível que acorram dissidências por motivação fora dos interesses relacionados ao Clube, entretanto, é possível também pensar em novas adesões.

SOBRAM VONTADES E PAIXÕES.

Centenas de pequenas e médias iniciativas empresariais esperam oportunidade possível para aderir em apoio.

Centenas de milhares de torcedores e simpatizantes esperam ação conjunta, com credibilidade e segurança, para novamente se inserir nas caminhadas do Criciúma Esporte Clube, com sentimento de comprometimento, apoiador e apaixonado consumidor.