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Adjetivação dos bichos e a subsistência do mundo animal

Visor panorâmico e contemporâneo dos fatos e atos
Adjetivação dos bichos e a subsistência do mundo animal
Foto: Divulgação
Por Willi Backes Em 01/07/2019 às 14:51

ADJETIVAÇÃO DOS BICHOS

A cultura popular cria frases de efeito, com analogia simplória permitindo fácil entendimento. De tão repetidas, parecem verdadeiras, insofismáveis. Será? Costumeiramente o mundo animal é referência para desairosos comparativos.  

Galinha, tadinha, é denominação para adjetivar comportamento impróprio. No futebol, tem aquele que dá coice e é forte igual a um touro. Jogo bruto é coisa de cavalo. Todos já viram um goleiro no futebol, tomar um frango. Criança quieta é passarinho na muda. Sujeito sujo, relaxado, é um porco. O mal hálito humano é bafo de onça. Os trejeitos é coisa de veado. Excesso de maquiagem é coisa de perua. Na roda de conversa, o intrometido é um peru. O juvenil é um bezerro desmamado. 

Tem muito mais. O habilidoso é cobra. A girafa é sinônimo de criatura humana alta, fora da média. O elefante é colocado em sala com cristais. Muitos são os burros encontrados no cotidiano. Disputa perdida é zebra. O atento age como uma coruja. Sonhar é igual a um pássaro que voa. O bom nadador é um peixe. O macaco, bem, este está proibido no vocabulário. E a vaca? Não é aconselhável relacionar comparações.    

SUBSISTÊNCIA DO MUNDO ANIMAL

Os denominados seres humanos, também animais, apenas com uma distinção, são racionais. Não há como desassociar um do outro, afinal, convivem no mesmo ecossistema e de muitas formas se relacionam. Aquelas espécimes animais irracionais longe do convívio humano, estão fadadas ao extermínio, por razões que passam pelas mudanças climáticas históricas, mutações, reprodução desassistida e lei de sobrevivência. Algo muito parecido e contemporâneo com o que acontece com os humanos aborígenes indígenas tupiniquins isolados da civilização. 

A ciência pesquisa bravamente para criar e desenvolver formas e meios para eliminar do convívio das partes, inúmeras espécimes animais, que na concepção, nada contribuem, são maléficos aos humanos e animais. A lista é infindável.  Na ponta certa, importante considerar que razões culturais e econômicas dos racionais garantem a sobrevivência e crescimento de centenas de milhares de espécimes animais.

MEDICINA, GENÉTICA E PRODUTIVIDADE

Os humanos residentes em áreas urbanas pouco conhecem sobre a vida e comportamento daqueles que vivem e labutam nas áreas rurais, no campo. Ao contrário, os rurais sabem muito sobre os urbanos. Os meios de comunicação populares disseminados, simplificaram acessos instantâneos. No campo, com pouca divulgação para conhecimento popular, há bons e profícuos anos, ocorre um importantíssimo avanço científico e tecnológico na produção agrícola com uso de defensivos, e, notadamente na pecuária. 

Animais de toda ordem e raças, tem ração balanceada e pastagens apropriadas para cada estação, aplicação e controle sanitário muito, muito superior ao que é oferecido aos humanos, avançados meios para o melhoramento genético é prática usual. 

Enquanto os humanos promovem campanhas e lotam farmácias, postos de saúde e hospitais para socorro da medicina corretiva e salvadora, a medicina veterinária promove a precaução, tudo é feita de forma preventiva. Por estas e outras múltiplas razões, agricultura e pecuária no Brasil são exemplares para o mundo, na qualidade e produtividade. 

Qualidade no campo é qualidade na vida urbana. Campo farto é mesa farta para todos.