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O turismo do Araranguá e Vale, na busca por sustentabilidade

Pensamentos conduzem para o aproveitamento dos potenciais naturais
O turismo do Araranguá e Vale, na busca por sustentabilidade
Por Aderbal Machado Em 03/03/2020 às 11:36

Num tempo de muitas lutas e visões, vivi as insistência pela retificação do seu leito e fixação da barra do Rio Araranguá como uma solução para sua navegabilidade e o fim ou a redução do impacto das enchentes ao longo do seu curso.

Ouvi - e muito - a vontade de se abrir ao tráfego turiístico, com melhorias de sua condição, da Serra da Rocinha - BR-285, como um impulso ao turismo sulino. Hoje ele está se tornando realidade, lá se vão mais de 70 anos de brincadeira.

Vivi momentos - desde o advento da BR-59, hoje 101 - odes milagrosas ao vislumbre lindo das naturezas de Sombrio, Praia Grande, Turvo (ah, o Hotel Manenti, onde muitas vezes fiquei e fiz refeições típicas italianas, buscadas ansiosamente por tantos no Vale inteiro, por sua excelência e atendimento de primeira linha). E imaginava, cá no meu idealizar privado e quieto, um Morro dos Conventos com teleféricos cruzando por sobre o rio e garantindo peregrinações turísticas por Cangicas, dentre a vila de pescadores e saboreando, em ranchos temáticos, peixe frito com pirão d'água e outras iguarias daquela gente. E outro teleférico saindo do farol para a beira do mar, por sobre as dunas. Claro, mantendo suas áreas intocadas, como hoje. O Morro dos Conventos é um dos cenários paradisíacos mais espetaculares que conheço, mas precisaria de um projeto sustentável (relembrando aqui a iniciativa dos Freitas, ali implantando um camping, enfatizando o hotel e cuidando lá de baixo, para onde os turistas iam usufruir da paisagem). Desenvolver é isto. Otimizar economia é isto, usando os atributos locais, tantos eles são.

No Araranguá a visita ao Morro da Cruz ou Morro do Centenário já foi uma atração turística. Há mais de 60 anos não vou lá. Como está? Ir a pé até a isolada Lagoa da Serra também, fazer acampamento e dormir no silêncio absoluto, sob a rotina do zunir de muitos mosquitos, cercado de sapos - e outros bichos menos desejados, como cobras. E como era bom. Pois ali realizaram um projeto, me parece de bons retornos, usando a natureza como mote. Hoje é tudo diferente. Estou usando um olhar vago e distante, tanto tempo não vou lá. De qualquer forma, parece-me, pelo que leio esporadicamente sobre, está evoluindo como atração.

Posso estar cometendo uma inépcia conceitual, como eu disse, pelo tempo de afastamento e falta de comparecimento nesses lugares, quem sabe uma falta de conhecimento mais meticuloso. Só preservei a avaliação histórica a partir de fatos passados e joguei pra frente. Que sirva, pelo menos, de meditação e, se quiserem, muitas concordâncias e discordâncias, muitos versos e reversos. 

Não tenho medo de errar. Tenho medo de calar pensamentos.