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O isolamento é necessário, sim, mas em que condições e até quando?

As desencontradas opiniões de cientistas e infectologistas e o ideologismo inútil
O isolamento é necessário, sim, mas em que condições e até quando?
Por Aderbal Machado Em 10/05/2020 às 11:03

Sim, eu me cuido barbaramente de possível contato com o coronavírus, embora confuso com tantas teses científicas desencontradas sobre a doença. Porém, numa coisa os cientistas são unânimes: os vulneráveis, idosos, cardíacos e afetados por doenças respiratórias precisam tomar cuidados rigorosos e, sim, isolamento total. Não chega a ser total, mas a cada vez que preciso romper, o faço com todos os máximos cuidados e prevenções. Sem proximidades com ninguém, sem contatos, proteção das mãos ao toque em qualquer lugar, máscara na cara sempre e renovada (várias em casa).

Sou dos que defendem elasticidade nas medidas protetoras. Quem tem menos probabilidade de contrair o vírus, que vá à luta com os devidos cuidados. Discute-se o retorno à casa e possibilidade de infectação. Se tomar, aí também, os cuidados mais rigorosos (roupa, calçado, objetos usados na rua como chaves e carteira, devidamente higienizados), ficam reduzidas as chances possíveis de contaminação. Totalmente não ficaremos, pois o vírus não sumirá como por encanto. Agora ou depois, chegará o momento do contato. Esperar por uma vacina é demais. A vida precisa ser retomada antes, embora os riscos inerentes e sempre os haverá. Uma vacina possível só daqui a um ano, dizem. Se os que forçam a tese de isolamento horizontal vale, como sobreviveremos até lá, com ou sem contágio? Parece drástico e horrível, mas é assim.

Finalmente, há muitos erros desde o começo. Tratar igualmente cidades sem qualquer caso com o mesmo rigor de cidades campeãs de contágio é errado. Fechar tudo é errado - porque há os chamados "serviços essenciais" funcionando. Com restrições, mas funcionando, como supermercados. Neles chegam mercadorias vindas de fontes de produção e isso prova que dá para fazer com bons princípios e prevenções.

As equipes de saúde estão na ponta mais perigosa. Muitos foram afetados. No entanto, se parassem por medo, como seria? Continuam firmes. São heróis da resistência, estes sim, de verdade.

Por mim, prefiro acompanhar a intuição, porque a ciência está confusa. Cada um apoia a tese que lhe serve. Como o Brasil, no futebol, tem técnicos e comentaristas em todos os lugares e que sabem dar saídas para derrotas de seus times ("se colocasse o fulano, se jogasse assim, se tirasse o fulano", todos sabem, mas estando no lugar do técnico, fariam o quê?).

Adendo: sem falar nas portas do inferno abertas com a roubalheira explícita ante a desobrigação de licitações. Uma vergonha mundial. E sem falar nas bobagens feitas e ditas por governantes e imprensa, em nada colaborando para as soluções e encaminhamentos. Coisas feitas somente para lacrar e polemizar ideologicamente. Triste isso.

Há algo que me acicata. Como infectologistas e especialistas em saúde do mundo inteiro possam estar errados, passando informações com tanta segurança, para um ou outro lado. Por isso, linco aqui uma série de opiniões que gostei e sou obrigado a aceitar por me parecerem lógicas. Vejam sem preguiça de chegar ao final (são vários depoimentos em sucessão e fica longa a visualização) e opinem vocês:
https://www.instagram.com/tv/B_9vL_aADve/?igshid=p9i6oem5d2jp&fbclid=IwAR1QZqNcVS6pMkgbRZMfGxpoCGcUtP-7Z9KA847YhwiGECTmuVpeAdbio-s