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O bom comandante se afirma nas tempestades, não nas calmarias

Um líder precisa saber o que faz e como faz e os fatos falam por si
O bom comandante se afirma nas tempestades, não nas calmarias
Foto: Youtube - Navio Cisne Branco, da MB
Por Aderbal Machado Em 18/03/2020 às 09:19

Noutros países, neste momento mundialmente grave, há toda uma preocupação, regras rígidas e uma disciplina - em alguns tardias, como na Itália e Espanha, com os devidos e reconhecidos arrependimentos públicos - invejável. Em Portugal, o governo está para decretar emergência, apesar de o quadro ser assustador, porém sem um nível de agressão do vírus, como nos vizinhos. Por enquanto, fronteiras fechadas para entrada e saída e ninguém nas ruas, sem qualquer tipo de pressão ou obrigatoriedade. Em caso de decretação de emergência, a polícia poderá até usar violència para deter pessoas refratárias que teimem em sair. Por isso, o presidente quer decretar e o Congresso não quer, alegando que o povo está colaborando e as medidas da comunidade européia já seriam o bastante.

É um ditado interessante: um bom comandante se afirma nas tempestades (ou nas crises). Nas calmarias ou em mar de almirante, qualquer um serve.

A diferença com o Brasil - e aí poderemos incluir, quem sabe, exemplos mais próximos, como da Argentina e Paraguai, que fecharam suas fronteiras - é gritante. Matutando cá comigo, citei o exemplo de países que, imediatamente ao surgimento das notícias de disseminação do vírus, fecharam suas fronteiras, como a Polônia e a Áustria, além dos países escandinavos. Nem quiseram esperar por mais tempo, para ver o que aconteceria. Por isso pouco ou nada se sabe de casos lá. Por isso funcionou. Líderes na melhor acepção.

Nessas horas é preciso ter líderes com a cabeça no lugar e com visão de estadista. Falei demais?