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Impeachment: máscaras estão caindo e verdadeiras faces aparecendo

Senador Amin criticou fortemente o processo, com razões de sobra
Impeachment: máscaras estão caindo e verdadeiras faces aparecendo
Por Aderbal Machado Em 09/08/2020 às 18:54

Quantos pedidos de impeachment ainda veremos contra Carlos Moisés? Um está na berlinda e outro está engatilhado. Façamos um exercício de imaginação: este momento é inadequado para isto. Com razões de sobra, o senador Esperidião Amin verberou com acidez contra a iniciativa, sob o argumento simples de que há prioridades de vida ou morte a ocupar a vida e o trabalho dos parlamentares. Palmas pra ele. Igualmente em relação ao plano federal, onde já se contabilizam 31 pedidos de impeachment contra Bolsonaro. Virou uma doença. Psicose. Devendo-se afirmar ser muito possível, por números e circunstâncias, que em nenhum dos dois casos ocorram de fato os impedimentos. Dois terços de votos é um volume bastante complicado de ajuntar para aprovar, em qualquer dos casos. E o barco já fez água, perdeu o pique, ficou sem graça e o conteúdo, razoável ou não, se amesquinhou.

No caso da tramitação do impeachment de Carlos Moisés, até o autor do pedido concordou com a decisão judicial de interromper o processo. Segundo ele, por erro formal. Colocaram o carro na frente dos bois.

Enquanto isso, a fanfarronice - e não só esta - consome horas e horas de discussões e acusações mútuas, crescem as estatísticas da Covid, engordadas pela falta de ação coordenada no seu combate entre municípios e estado, num ambiente em que ninguém se entende e entoam o samba do crioulo doido, com reflexos na população.

Impeachment é processo político e independe, para ser concretizado de comprovação idônea de crime cometido ou não e sequer se houve caracterização substancial de crime. E esta é a mais forte razão para falarmos em fanfarronice política.

O bom disso tudo é que, literalmente, máscaras começam a cair e identidades políticas começam a revelar suas reais faces.