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As contradições sobre uso de medicamentos preventivos perderam força

Os cuidados continuam necessários, por via de dúvidas, mas a pandemia recuou
Por Aderbal Machado Em 24/08/2020 às 11:47

Tudo é muito complicado em situação de dificuldade, como a atual.

Enquanto regiões e municípios decidem por restrições e amplitude de ações - como o caso do transporte coletivo - outras decidem o contrário. O Estado é só um pormenor desimportante. A federação menos ainda, embora sobre ela repousem críticas e responsabilidades, atiradas por quem, politicamente, quer exercer pressão ou conveniências. Pouco resolve a verdade, traduzida no fato de que prefeitos e governadores, a rigor, fazem o que querem ou acham que deva ser feito - com ou sem a enfática e dissonante "evidência científica", condição jamais comprovadas em qualquer das atitudes até aqui, tantas as reviravoltas de conceitos e resoluções adotadas no curso da pandemia desde março.

As torcidas pró e contra arrefeceram um pouco, em vista da evolução do tempo e do espaço entre os picos inocorridos nas épocas anunciadas e os movimentos de subir e descer das estatísticas da Covid-19. Ocorrência, por sinal, mundial. Um bom exemplo é a Nova Zelândia, enaltecida em prosas e versos  como modelar na política de combate ao vírus e agora vivenciando um recrudescimento de infecções, tanto quanto outros tantos países que estiveram fora desse eixo de admiração. Os indicadores dizem que, dentre os que agiram supostamente bem e os que agiram supostamente mal, os ganhos e perdas são os mesmos nessas políticas, no fim das contas, mediante as taxas de letalidade.

Só para reforçar, viu-se, agora, o caso da recomendação chinesa do uso da cloroquina como medida de prevenção à Covid. Antes negada, agora se confirma.

Por último, a este respeito, relata Moacir Pereira na sua página do ND+, episódio de Florianópolis. Segundo narra o jornalista, o prefeito Gean Loureiro mandou retirar de uma recomendação oficial o impedimento de tratamento precoce com cloroquina, hidroxicloroquina, axitromicina e outros, condicionando, ao contrário, à recomendação de receita médica.

Enquanto isso, cem médicos, representando vários estados, foram nesta segunda, 24, ao presidente Bolsonaro e aos chefes dos demais poderes para defender o tratamento precoce com estes e outros medicamentos tradicionalmente usados para outras comorbidades com sintomas semelhantes. Os médicos levam todas as evidências clínicas dos tratamentos.

Cito dois casos familiares: minha neta Júlia (22 anos), pegou Covid. Fragilizada naturalmente por recentes cirurgias delicadas no cérebro, nos preocupados muito. O tratamento precoce foi com azitromicina, cloroquina e outros. Recolheu-se e, em menos de 15 dias, estava plenamente recuperada e já está em atividade profissional. Minha mulher teve febre muito alta e fraqueza e desconfiamos do acometimento. Na consulta na emergência municipal, o médico receitou azitromicina, preventivamente, e aplicou outros medicamentos na hora. Feita o exame de rotina para Covid: negativo. Está perfeita. Voltou ao comando doméstico com força total. 

Enquanto isso, o #fique em casa está perdendo completamente o sentido. Virou só um modismo ideológico. Não resolveu quase nada para o andamento da pandemia. Ou resolveu apenas lá no início, no grosso da disseminação. Agora não mais, desde que adotados os cuidados tradicionais: álcool em gel, sem aglomeração, guardar distanciamento social e higienizar ao sair e voltar pra casa.