Memória

Futebol

Um mutirão para branquear o carneiro do Metropol

04
SET
2017
| 17h51
17h51
Denis Luciano
Jornalista | Portal Engeplus
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Do outro lado da rua João Manoel Machado o gramado verde cercado pelo pequeno pavilhão, pelos acanhados vestiários e modestas arquibancadas. Do lado de cá, um carneiro repousa simpático e altaneiro sobre uma bola. E sujo também. Ali está a memória do primeiro grande time de futebol profissional de Santa Catarina, o Esporte Clube Metropol.

“A gente quer apoio da prefeitura para limpar o carneiro”, conta o ex-jogador Walter Sabiá, que faz as vezes de zelador do estádio João Estevão de Souza, que está onde existiu o velho Euvaldo Lodi, cenário das grandes conquistas do Metropol que encantou os catarinenses nos anos 60.

O carneiro está em um monumento entregue há poucos anos, obra do artista Gil Galant e erguido pelo governo municipal, na praça entre o estádio e o ginásio do Metropol. O animalzinho representa o velho mascote do antigo time da Metropolitana, nascido das conversas de bar e fruto das provocações dos rivais do Comerciário, que designavam os torcedores do clube verde e branco da Metropolitana como “carneiros” por sua devoção aos empresários Diomício Freitas e Santos Guglielmi que, curiosamente, estão em bustos na mesma praça, ali próximo. 

Sob o carneiro está a grande bola branca – encardida agora pela sujeira do tempo –, que traz gravada em si a logomarca do Metropol, a engrenagem com as iniciais ECM. “Se a gente não conseguir apoio da prefeitura para limpar o carneiro vamos fazer um mutirão aqui com os amigos e a comunidade para esticar uma mangueira até ali e lavar o monumento”, acrescenta Sabiá. 

Os ex-atletas dos tempos áureos do Metropol são cada vez menos em vida, partiram recentemente o ex-goleiro Rubão e o ex-atacante Valdir Paulo Berg, entre outros. “Mas a memória nunca morre, e devemos lutar por ela”, completa Sabiá, enquanto demarcava o campo do Metropol para um jogo de veteranos marcado para o sábado que passou. E dali, espiando o carneiro do outro lado da rua, o zeloso protetor do velho estádio não apenas sonha com o mascote limpo, mas também com novos tempos para o antigo clube, sem futebol profissional desde o final dos anos 60. “É um sonho que nunca morre”, conclui.

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