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Da Satc para a Alemanha: urussanguense volta a atuar na área

Ex-aluno do técnico em Eletrônica valida curso em território alemão
Da Satc para a Alemanha: urussanguense volta a atuar na área
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 14/08/2016 às 21:15

A vida do urussanguense Gustavo Bett Nagel, de 27 anos, está a milhares de quilômetros de Santa Catarina. Mas uma pontinha de seu coração ainda mora na Satc. Foi aqui que ele cursou o técnico em Eletrônica, o curso que serviu para abrir portas e impulsionar um sonho. No mês passado, Gustavo recebeu o certificado que valida seu curso técnico e que permite que ele trabalhe com correntes elétricas.

“Precisei ampliar mais a quantidade de horas de estágio, porque eles exigem isso aqui, mas no mês passado chegou o diploma e hoje tenho permissão para trabalhar, o que não é fácil de conquistar”, comemora.

A certificação foi emitida pelo Instituto IHK, responsável pelo controle dos profissionais. O apoio para conseguir o diploma veio da própria empresa em que Gustavo trabalha atualmente, que aluga equipamentos para gravações de filmes e comerciais de TV. “A empresa gostou do meu trabalho e incentivou. Acredito que viram em mim um diferencial, acredito que um perfil de aluno Satc”, afirma.

Morando atualmente em Frankfurt, o urussanguense já tem sua família formada. Casado com Bernadette é pai da pequena Luise, de 1 ano e 8 meses. A mãe e uma irmã moram na Itália e ele visita com frequência. Mas o coração também está em Urussanga, onde mantém familiares e amigos, e também na Satc.

“Saudades… essa é uma palavra que não tem significado em nenhuma outra língua e só nós, brasileiros, sabemos o que é. Saudades dos pastéis da cantina, da grande Albertina e quando nada dava certo ela falava ‘vai dar tudo certo!’ Saudades dos meus professores do técnico e do médio, tenho todos em memória. Saudade da comida que era servida lá no prédio antigo onde é o educacional!”.

Gustavo se formou em 2008 em Eletrônica. Em seguida, foi para o estágio na WEG, em Jaraguá do Sul. “Me dediquei muito, mas a WEG não ficou com nenhum estagiário aquele ano. Aí, minha irmã, que já morava na Itália, me convidou para ir para lá. Não pensei duas vezes. Fui. Fiquei três anos trabalhando em um restaurante. Era muito bom, mas que tinha estudado e queria meus objetivos”, afirma.

A ida para a Alemanha foi por acaso. Como tinha primas que moravam lá, ele optou por tentar a sorte. Chegou em novembro, durante o frio e a neve, e sem saber falar nada em alemão. “Foi duro, chorei durante muito tempo, mas fui me adaptando. Falando melhor o alemão ficou mais fácil de me comunicar e entender o que as pessoas queriam me dizer”.

O primeiro emprego foi com instalações elétricas e para incrementar a renda fazia bicos em um restaurante nos finais de semana. “Era em um restaurante rústico de um ex-esquiador alemão, muito reconhecido e admirado na Alemanha, Markus Wasmeier. Quando chegava no lugar do restaurante me sentia estar em Urussanga, aquela tranquilidade era muito bom”, relembra.

Hoje, Gustavo trabalha em reprodução de filmes na aérea da iluminação para a TV, cinema e propaganda, reproduzindo comerciais, como por exemplo da empresa aérea Lufthansa.  

Colaboração: PortalSatc.com

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