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Marcas com propósito reunidas em um único negócio

Loja reproduz em Criciúma modelo de feiras de produtores locais
Marcas com propósito reunidas em um único negócio
Foto: Andressa Fabris
Por Andressa Fabris Em 19/09/2019 às 17:29

Colaboração e cocriação são palavras que ganham mais força a cada dia. De conceitos tornaram-se movimentos; e para alguns, propósito de vida. Mas como colocar isto em prática e ainda transformar em um negócio?

Coletivo de mulheres

A designer de moda Eduarda Dandolini somou o design neste conjunto para criar o Coletivo Amas utilizando a colaboração e a cocriação como ferramentas para um novo modelo de negócio para o varejo. No lugar de fornecedores, o Coletivo Amas possui parceiros. A escolha é feita pela sócias seguindo critérios bem definidos.  “Somos um coletivo de mulheres que possuem marcas próprias, produtos com cunho consciente, autorais, em pequena escala ou slow. Para estar aqui é preciso ter algum perfil que coexista com este universo”, explica Eduarda.

Marcas com propósito

Aberta desde agosto, a loja começou a ser planejada três meses antes. As sócias são apaixonadas por feiras de produtores locais e quiseram reproduzir este formato no espaço físico permanente. Para encontrar os parceiros conectados com o negócio, Eduarda fez intensa pesquisa e produziu um mídia kit com todas as informações sobre o propósito e o funcionamento do Coletivo. Foram 90 marcas contactadas e, destas, 40 aceitaram. “Foi uma adesão muito rápida, em uma semana já tínhamos 15”, conta. “Foi rápido porque acreditaram no propósito do projeto”, acredita.

Loja do Par

Ariadne Brito, da marca Par de Vaso, confirma a visão de Eduarda. “Compramos a ideia de primeira, assim que as meninas nos convidaram! Sempre quisemos algo desse tipo na nossa região. O projeto reúne tudo o que a gente acredita e valoriza: um lugar lindo cheio de propósito e amor!”, descreve. Ela reforça que ter uma loja própria é pouco viável para marcas pequenas ou que estão começando. “O modelo favorece os negócios "slow" e fortalece toda uma comunidade engajada pelos mesmos motivos”, diz.

Feiras 

Ariadne e o marido Marcos produzem vasos de concreto há dois anos. O nome da marca vem do blog de moda que os dois produzem. Antes de estar no Coletivo Amas, participaram de algumas feiras. “Foi incrível! Inclusive tiramos estas participações como "prova" para nós mesmos. A troca, os elogios e as energias que rolaram foram tão bacanas que ali tivemos a certeza de que deveríamos continuar adiante”, conta.

Modelo de negócio

Mas não é só por reunir marcas com propósito que o Coletivo Amas é diferente. O modelo de negócio envolve parceria total, é similar às feiras também neste aspecto. “Nós não interferimos na precificação dos produtos nem há ganho nosso sobre as vendas”, explica Eduarda. Ela conta que sobre cada produto, a loja cobra da marca um percentual para cobrir taxa de cartão e impostos, mas a receita das sócias vem do valor pago por cada marca para ocupar um espaço dentro do coletivo. Quem usa mais espaço, paga mais por isto.