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Juíza de Criciúma estreia na literatura com livro que traz histórias reais do cárcere

Livro conta 17 histórias reais, registradas em unidades prisionais do Sul do Estado
Juíza de Criciúma estreia na literatura com livro que traz histórias reais do cárcere
Foto: Divulgação
Por Redação Em 18/12/2019 às 21:20

A juíza Débora Driwin Rieger Zanini acaba de lançar sua primeira obra literária, intitulada "Regime Fechado: histórias do cárcere". O livro, com prefácio do juiz aposentado Rubens Sérgio Salfer, apresenta 17 histórias reais, registradas em unidades prisionais do Sul do Estado, e que se destacaram por serem engraçadas, inusitadas, alegres ou tristes, fruto dos anos de carreira em que a magistrada atuou nas varas da família e criminal. A juíza explica que a intenção de escrever um livro é antiga, pois reconhecia à sua frente histórias interessantes para publicação, mas o tempo passava e as narrativas não registradas se perdiam. Este ano, com esforço extra, a obra se materializou.

Desde 2017 como titular da Vara de Execuções Penais da comarca de Criciúma, a magistrada passou a ter maior contato com o cárcere e o considerado "universo paralelo", que são as dinâmicas dos presídios e penitenciárias. "Acho que uma das lições do livro é que o ser humano se adapta a qualquer realidade, se acostuma. Mas não existe comparação com o mundo exterior, mais uma vez reforçando que o crime não compensa", afirma. Os casos foram compilados com o apoio de agentes do Departamento de Administração Prisional (Deap) e, segundo a juíza, os relatos são reflexos da realidade como ela é, nua e crua, sem romantizar o crime e a cadeia.

Alguns exemplos de histórias que se destacam são a de uma jovem que havia sido miss de uma cidade pequena e conheceu o problema que é ser bonita dentro de uma unidade prisional feminina. Também a de um preso que fingiu ser tetraplégico por cinco meses, sob os cuidados dos colegas de cela, e após deferimento de prisão domiciliar foi preso novamente, correndo em fuga após um roubo. Por fim, uma presa que teria tido como animais de estimação um sapo e uma cobra, criada dentro de uma garrafa e descartada depois de descoberta.

A obra também conta com fotos coloridas do interior das unidades prisionais, dos agentes penitenciários que contribuíram com o conteúdo das narrativas e glossário de gírias utilizadas pelos detentos entre outras informações. Com dias de lançamento, a magistrada já celebra a boa aceitação dos leitores. "Fiquei muito contente com o resultado, com o feedback de quem está lendo e dizendo que está gostando muito", destaca a juíza.

Exemplares do livro estão à venda na Casa Guido e no Espaço do Bem Casa Guido, no Nações Shopping, em Criciúma. A renda será revertida para a entidade que presta atendimento a crianças e adolescentes em tratamento oncológico. Também na Banca Central, em Criciúma, na Ma&Na Turismo, em Araranguá, e, a partir de janeiro, estará disponível na Amazon, em versão física e digital. ​

Colaboração: Fernanda de Maman