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Júri popular condena amante e esposa por morte do marido

Ré tentou esconder o crime mentindo caso se tratava de um latrocínio
Júri popular condena amante e esposa por morte do marido
Foto: Divulgação
Por Lucas Renan Domingos Em 17/09/2021 às 15:15

Um júri popular realizado nessa quinta-feira, dia 16, condenou uma mulher, de 54 anos, e um homem, de 32 anos, pelo homicídio de José Carlos de Andrade, de 54 anos, no dia 15 de junho de 2019, no bairro Verdinho, em Criciúma. A vítima foi morta depois de flagrar a esposa e seu amante, os réus do processo, tendo uma relação em sua residência. 

O Tribunal do Júri definiu pela sentença de dez anos de prisão para o homem e 16 anos para a mulher por cometimento de crime homicídio duplamente qualificado pela impossibilidade de defesa e meio cruel praticado contra a vítima. Eles já estavam presos preventivamente. A decisão ainda cabe recurso. 

Relembre o caso

Conforme apontaram as investigações coordenadas pelo delegado André Milanese, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma, Andrade foi atingido com golpes de faca e foice. No dia do crime, a vítima havia chegado de viagem de trabalho e foi até a sua casa, onde flagrou sua esposa com o amante.

Os homens entraram em luta corporal e o acusado pegou uma faca, atingindo a vítima na barriga e pelas costas. Quando Andrade já estava no chão, foi golpeado também na cabeça com uma foice. O agressor ainda jogou um martelo e uma pedra em cima da vítima.

Após o crime, a mulher usou o carro do casal para levar o amante até o bairro Quarta Linha, onde ele morava. Na sequência a ré foi até a casa do seu filho pedir ajuda, dizendo que um assaltante havia invadido a residência e que Andrade estaria lá dentro, onde foi encontrado morto pela Polícia Militar (PM) minutos depois da briga.

No primeiro depoimento para a polícia ela sustentou que havia ocorrido um latrocínio. Mas a versão foi desmentida pelas investigações. O amante foi encontrado no dia seguinte na casa onde morava e confessou ter matado Andrade. O acusado disse que havia agido em legítima defesa, já que também foi golpeado com uma barra de ferro. Na época a mulher também confessou ter inventado a sua versão por temer represália da família por conta da traição, confirmado que havia sido o amante que cometeu o homicídio.