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É pra ficar ou casar ?

É pra ficar ou casar ?
Foto: Edgar Chaparro
Por Lúcia Búrigo Em 14/02/2020 às 07:55

 

O que é que anda acontecendo com o cliente, perguntam alguns. Muitos acham que está a cada dia mais difícil de se manter no jogo do varejo, porque ele anda arredio. Outros, vaticinam que com a web, logo todas as lojas físicas irão sumir, não sobrará pedra sobre pedra para contar história, pois o consumidor está cada vez mais no virtual. Investir no varejo hoje serve apenas para os incautos, dizem alguns. Será mesmo? Será que o varejo anda tão difícil assim e com previsões tão negativas? A tentativa vã de prever o futuro tem se tornado uma obsessão tão grande que tem feito o presente sair do foco, deixando passar batidos os detalhes que fazem a diferença na relação com o cliente.

“Retail is detail”. A pequena frase é praticamente um mantra que deveria ser usado diariamente para lembrar que a experiência, de que tanto ouvimos falar, é decisiva na relação que se estabelece com o consumidor e acontece em tempo real. É isso mesmo, o varejo é detalhe. As pequenas e contínuas ações cotidianas ratificam o posicionamento de cada organização, independente do tamanho que tenha.  Afinal, grandes ideias surgem a partir da observação do detalhe, certo?

Não é a web que está tornando as coisas mais difíceis, ou o fato de que o consumidor está mais informado e empoderado.  O varejo chato, como diria Edmou Saiani, é o que torna o cenário mais complexo, como em qualquer relação. Sem emoção e empatia não há amor que sobreviva, não há como estabelecer uma relação interessante com alguém. Quanto mais com o cliente, que tem, literalmente, na sua mão tudo de que necessita para fazer suas escolhas. Então, o que fica mais latente a cada dia é a  sua necessidade constante de fazer conexões e criar relações duradoras.  

Para aproximar, engajar e converter é preciso criar pontes, fortalecer vínculos e estar pronto a ofertar conveniência e relevância ao consumidor,  facilitando a tal ponto a vida dele que a organização se torne indispensável. Essa tarefa é permanente. Não se esgota nunca. E essa sim deve ser a maior obsessão do lojista e da sua equipe, identificar maneiras de evidenciar ao cliente de que ele é foco principal de qualquer movimento realizado pela loja. E tudo começa por entendê-lo cada dia melhor.

Então, neste Valentine’s Day fica a dica: prefira estar num relacionamento sério com seu cliente. Invista em mantê-lo pertinho da sua loja, criando vínculos sólidos que o façam permanecer porque ama se relacionar com a sua marca. Neste cenário de alta competitividade tornar-se indispensável é sempre inovador. O resultado é compensa.  Se deu match com o cliente, entre ficar ou casar, no varejo, a segunda alternativa é mais inteligente, sai mais em conta e traz resultados excepcionais. Que tal experimentar?