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Fora da caixa, pero no mucho!

Fora da caixa, pero no mucho!
Foto: Erda Estremera
Por Lúcia Búrigo Em 22/11/2019 às 12:49

Ah, os diferenciais...Um oásis no meio da aridez da mesmice organizacional, tão perseguidos, sonhados, desejados, imaginados...São eles que conduzem a todos por um oceano azul, límpido e cristalino de sucesso. E há quem diga que estão cada vez mais raros. Afinal, são tantas as empresas buscando novas alternativas que está ficando mais difícil criar algo realmente novo. Será mesmo? Com mais de 7 bilhões de habitantes no planeta, singulares, únicos, com necessidades diversas, porque a escassez de novas ideias parece ter virado lugar comum? Qual o segredo para ser diferente?

A resposta é simples: pessoas. Complexo é estimular sua genialidade, porque para isso é preciso mais do que método. Li algum dia que para auscultar um coração é preciso outro coração. Portanto, líder, escutai atentamente o time, pois ele vai te dar acesso ao reino dos céus. Sim, é ali no meio da sua equipe, dos seus clientes internos que se encontram soluções incríveis e até banais para aquele seu problemão de arrepiar. Desapegue, abra o coração e deixe o sim tomar conta, permitindo mais experimentação e menos julgamento. O sim abre as portas da criatividade.

Nesse processo o endomarketing tem um papel fundamental, embora ainda seja pouco valorizado, muito limitado e, portanto, com um amplo espaço para se desenvolver. Ou seja, a ideia é pensar, de verdade, o marketing de dentro para fora, de tal forma que seja planejado e implementado, valorizando as iniciativas e a criação, de modo autêntico e estimulante. Isso significa mexer com a cultura organizacional. Sair literalmente da zona de conforto para romper com o célebre enunciado de Drucker que preconizava que a cultura come a estratégia no café da manhã. Quantas vezes ouvimos casos de pessoas que foram estimuladas pela organização a se capacitarem, mas não conseguirem implementar a inovação porque a própria empresa cria barreiras. Um paradoxo maluco, tipo pense fora da caixa, mas nem tanto...

Nesses tempos de bots ameaçadores que assustam trabalhadores acenando com desemprego é preciso lembrar dos três E de que fala Martha Gabriel: ética, emoção e empatia. Características totalmente humanas e que fazem a diferença quando estamos comprometidos com abrandar as dores dos clientes. Pessoas robotizadas lidando com seres humanos é isso que muitas vezes quem representa uma pessoa jurídica parece. E quebrar este estigma é um belo desafio para quem quer fazer diferente. Que tal começar a pensar a respeito e se diferenciar pelo modo de se relacionar? Vale uma reflexão, não acha? #prapensar