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Tubaronense que mora no México fala sobre terremoto: 'Achei que ia cair o prédio. Foi forte'

Ela estava a cerca de 400 km do epicentro, no prédio onde reside com o marido
Tubaronense que mora no México fala sobre terremoto: 'Achei que ia cair o prédio. Foi forte'
Foto: Divulgação
Por Jessica Rosso Crepaldi Em 08/09/2021 às 16:22

O forte terremoto que atingiu o Centro da Cidade do México e regiões no entorno na noite desta terça-feira, dia 7, assustou habitantes, entre eles a sul catarinense Stephanie Claumann Westphal. Natural de Tubarão (SC), Stephanie mora no México e conversou com a reportagem nesta quarta-feira, dia 8. Ela estava a uma distância de cerca de 400 quilômetros do epicentro, no prédio onde reside com o marido Juan Carlos Herrero quando sentiu o terremoto.

“Achei que ia cair o prédio. Foi forte”, disse a tubaronense. Ela comentou que apesar da distância foi possível sentir o terremoto em várias partes do país.  “Até Hidalgo, que é um dos Estados que quase não se sente terremoto, sentiu, numa escala mais baixa. Foi um terremoto de 7.1 [na escala Richter]. Foi a mesma escala de um terremoto de 2017, porém não foi tão profundo e não durou muito. Para mim, foi uma eternidade. Se o mexicano não está acostumado com isso, imagina quem é de fora?".

Ela descreveu a sensação como “muito ruim, porque não tem o que fazer”. Stephanie explica que o protocolo de segurança para casos como este pode variar, dependendo da localidade. Onde ela reside, em caso de terremoto, um alerta sísmico é disparado entre 30 e 40 segundos antes das ondas chegarem. Dessa forma as pessoas que vivem abaixo do 4º andar do prédio têm um tempo para descer, e quem está acima do 4º andar andar deve se agarrar a uma coluna. “Como a escada é a parte mais fraca da estrutura, eles não recomendam descer durante o terremoto”. Ela e o marido moram no 24º andar.

Quando o terremoto começou a ficar intenso, Stephanie disse que foi para o corredor, onde fica a coluna que é a estrutura principal do edifício. “Ficamos eu e um vizinho agarrados na coluna, de mãos dadas, e o Juan, meu marido, agarrado ao marco da porta segurando os cachorros", relembrou.

Pós-terremoto

No apartamento de Stephanie abriram duas novas rachaduras. O evento climático trouxe apenas danos materiais para ela e para muitos outros que vivem no México. Ela comenta que terremotos são comuns no país, mas não com tanta frequência. “Hoje é vida que segue”. Ela explica que a cidade não para, o que acontece agora é uma análise realizada pelos órgãos responsáveis nas residências, a fim de verificar se os prédios não sofreram danos que causem perigo à população. Cada região atingida segue seu protocolo de segurança.