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Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus lança projeto da Igreja da Ressurreição

Local abrigará um columbário, espaço destinado para guardar urnas cinerárias
Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus lança projeto da Igreja da Ressurreição
Foto: Divulgação/Carneiro Arquitetos Associados
Por Lucas Renan Domingos Em 10/06/2021 às 17:22

O Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus (SSCMJ), de Içara, ganhará um novo espaço. Foi lançado nesta quinta-feira, dia 10, o projeto da Igreja da Ressurreição. O local, de aproximadamente 3 mil metros quadrados, deverá ficar pronto em até quatro anos e abrigará um columbário, destinado para guardar urnas de fiéis que optarem pela cremação.

A igreja foi elaborada para, inicialmente, conter 6 mil lóculos e cada um deles terá espaço para receber até quatro urnas cinerárias, totalizando 24 mil lugares. “É uma edificação inédita não só na região, mas no Sul do Brasil”, pontuou o reitor do SSCMJ, padre Antônio Vander. Cada lóculo será comercializado e as famílias que adquirem terão um contrato de direito de uso do espaço.

Antes mesmo da obra ficar pronta, o SSCMJ já começará a receber as cinzas dos fiéis. “A construção será feita com a arrecadação da venda dos lóculos. Os valores ainda serão definidos, mas a partir de janeiro de 2022 já teremos aqui um espaço reservado para guardar as urnas das famílias interessadas. Hoje, muitas pessoas guardam as cinzas em casa ou em um cemitério e quem quiser comprar um lóculo já poderá trazer as urnas para cá para que, assim que o columbário estiver pronto ser depositado lá”, detalhou o reitor.

Será cobrado também uma anuidade, que servirá como controle. “É que após cinco anos, caso haja abandono do lóculo, o local poderá ser comercializado para outra família. Isso estará previsto em contrato. O valor cobrado será destinado ainda para arcar com os custos, pois vamos precisar ter funcionários para manter o local conservado”, garantiu o padre.

Características da Igreja da Ressurreição

A nova igreja terá três pavimentos. A arquitetura também foi pensada para reforçar simbologias da igreja católica. “O portal de entrada remete à Capela do Senhor Morto, que é a 14ª estação da Via Sacra daqui do Santuário, dialogando com a reflexão da passagem da vida para a morte e da morte para a ressurreição. O prédio terá formato hexagonal, que é uma forma presente na natureza e no corpo humano e a cobertura será construída em forma oval, representando o ovo, que, na Páscoa representa a ressurreição, o nascimento”, explica Maurício Carneiro, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto.

Dentro da igreja haverá ainda um espaço destinado para celebrações. “Terá uma capacidade para aproximadamente 300 pessoas sentadas e mais 300 pessoas em pé. Ali serão celebradas missas semanais pelas almas das pessoas que estão nos lóculos. Ainda precisamos concluir os projetos e esperamos que em até um ano a gente possa iniciar a construção”, projetou Carneiro.

Outra sala dentro da nova igreja será a Espaço Memorial. “Essa pequena capela, podemos dizer assim, servirá para a realização de homenagens e orações particulares de familiares. A urna ela vai poder ser retirada do lóculo e levada até este espaço. Ali pode haver uma pequena celebração, um momento de oração, de reflexão”, acrescentou o arquiteto.

A igreja e a cremação

O reitor do santuário lembra que até 1963 a igreja católica não aceitava que os corpos fossem cremados. “As cerimônias de cremação começaram a crescer igreja não era muito clara em seu posicionamento. No dia 5 de julho daquele ano, a igreja se manifestou e destacou que fosse mantido o costume de enterrar os cadáveres dos cristãos, mas que a cremação não é em si mesma contrária a religião cristã”, enfatizou.

“A igreja determina desde sempre que os corpos sejam sepultados em um cemitério ou local sagrado. A igreja considera a sepultura dos mortos como uma obra da misericórdia corporal, favorecendo a memória, a oração e reflexão pelos fiéis mortos, assim como a veneração de mártires e dos santos”, emendou o pandre Antônio Vander.

O reitor lembrou que para que a cremação ocorra, seguindo as normas cristãs, é preciso que haja em vida a vontade explicita da pessoa falecida. “As cinzas devem ser conservadas em cemitério ou local sagrado destinado para estive fim para não afastar o defunto da oração, a recordação da família e da comunidade. Não é consentida a conservação das cinzas dentro de casa, a separação das cinzas entre familiares e nem dispersas no ar, na terra ou na água. A igreja também exclui a possibilidade de guardar as cinzas em peças de joalherias e outros objetos”, ponderou.