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Prestes a completar 8 mil partos, maternidade do HMISC de Criciúma completa três anos em dezembro

Até o dia 23 de novembro, nasceram na unidade 7.804 bebês
Prestes a completar 8 mil partos, maternidade do HMISC de Criciúma completa três anos em dezembro
Foto: Rafaela Custódio/Arquivo Engeplus/Ilustrativa
Por Rafaela Custódio Em 29/11/2021 às 08:39

No próximo dia 17 de dezembro, o Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (Hmisc), de Criciúma, completa três anos de funcionamento. Até o dia 23 de novembro, nasceram na unidade 7.804 bebês, sendo que em média são realizados sete partos por dia. A nova maternidade foi inaugurada oficialmente poucos dias antes, em 1º de dezembro, com a ampliação do hospital. 

O investimento na ampliação da estrutura do hospital foi de cerca de R$ 5,3 milhões, com recursos do Governo do Estado e do município. O Hmisc ganhou 70 novos leitos e uma nova área anexa com três andares de estrutura para atendimento com UCI neonatal, maternidade, clínica cirúrgica da mulher e pediátrica, centro cirúrgico, com sala de videocirurgia e Central de Material Esterilizado (CME), além de novo refeitório, nova cozinha, entre outras melhorias. O Hospital Materno-Infantil Santa Catarina é administrado pelo Ideas em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde.

O secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, ressaltou a importância da unidade e relembrou sobre a abertura da maternidade. "Quando eu era secretário de Saúde em Criciúma em 1997, o hospital era particular e ele fechou as portas, mas nós conseguimos na época adquirir a unidade e se transformou em público. O local vinha tendo pediatria, depois conseguimos uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e em 2018 concluímos a maternidade. Na época, eu era o secretário de Estado da Saúde e o Clésio Salvaro prefeito de Criciúma, e inauguramos o hospital materno", explica Casagrande. 

Segundo o gestor, atualmente o hospital é referência e atende gestantes de alto risco. "Nenhuma mulher morreu no hospital. Criciúma é referência em mais de cinco mil cidades, pois nós estamos em 18º lugar em mortalidade infantil. A mortalidade infantil de Criciúma está em torno de seis em mil, número de primeiro mundo. Esses números são graças às ações das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com pré-natal e a ligação com o hospital, com quase 8 mil partos com a qualidade que sabemos. A unidade cumpre com seu papel e o hospital é humanizado e atende bem", afirma. 

Para a coordenadora do Centro Obstétrico e Alojamento Conjunto, enfermeira obstetra, Ana Carolina Porfírio Geremias, o hospital é referência na humanização da assistência ao parto na rede pública. "Desde sua inauguração, a qualidade no atendimento é marca registrada, pois privilegiamos o bem-estar da mulher e do bebê e levamos em conta os processos fisiológicos, psicológicos e o contexto sociocultural", explica. 

"As boas práticas realizadas no hospital que tornam esse parto humanizado com acolhimento da equipe, respeito quanto à escolha do acompanhante e à utilização de métodos não-farmacológicos para dor como massagem, aromaterapia, liberdade de posições, uso de bola, cavalinho, banquinho, banho de aspersão (chuveiro quente), bolsa de água quente, música, luz baixa entre outras alternativas. Logo após o parto priorizamos técnicas que fortalecem o vínculo afetivo familiar e que beneficie a saúde do recém-nascido e da mãe sendo elas o contato pele a pele; o apoio e estímulo da amamentação na primeira hora de vida, corte do cordão umbilical realizado pelo acompanhante ou mãe, se assim for seu desejo, assim como print de placenta. Contamos com oito leitos PPP (pré-parto, parto, pós-parto) e 25 leitos de alojamento conjunto", conta Ana Carolina. 

Parto raro é realizado no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina 

A unidade é referência para nascimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Criciúma e municípios da região carbonífera. Em 2020, os profissionais da maternidade realizaram um procedimento raro: o parto normal de gêmeos e, mais do que isso, de um dos bebês empelicados, ou seja, ainda na bolsa e envolto no líquido amniótico. Na grande maioria das vezes, o parto gemelar é feito por cesariana e com rompimento da bolsa. 

Os gêmeos Brayan e Emanuel são filhos de Keila Barbon Henrique e de Gilmar Concatto da Silva, que moram em Forquilhinha, cidade vizinha a Criciúma. Brayan nasceu às 9h32min com 2,546 quilos e 44 centímetros; Emanuel, às 9h41min, com 2,346 quilos e 44,5 centímetros – e ainda na bolsa amniótica. A literatura médica aponta que o chamado parto empelicado ocorre uma vez a cada 80 mil nascimentos. 

'Não tenho palavras para descrever o atendimento'

Livya Moraes nasceu no dia 20 de outubro de 2019 e a família não esquece os momentos em que passou na unidade. "Não tenho palavras para descrever o atendimento. Até hoje agradeço a dedicação, carinho e respeito pelo ser humano que essa equipe tem. Tive uma gravidez de risco. Foram algumas idas e vindas para o hospital, sempre tive um apoio total da equipe do doutor Alan Pacheco", relembra a mãe de Livya, Fabiana de Moraes, moradora de Içara. 

Fabiana sempre recomenda a maternidade para as gestantes. "O atendimento foi 100%. Tive apoio psicológico do doutor Alan, com certeza um ser humano incrível. Eternamente grata a Deus e a eles pela minha filha", completa. 

Primeiro bebê

O bebê que inaugurou a nova maternidade nasceu às 16h29min do dia 17 de dezembro de 2018. No próximo dia 17, Esther completará três anos de idade. Filha de Daniele Vefago Peruchi e Odair José Peruchi, moradores de Criciúma, ela veio ao mundo de parto normal e pesando 3,092 quilos e media 47 centímetros.

O milésimo bebê do Hmisc foi Laura Aguiar, nascida de parto normal, 49,5 centímetros e 3,4 quilos, às 23h30min do dia 9 de maio de 2019. Ela é filha de Gabrieli dos Santos Zeferina e Dillan Agostinho Aguiar, moradores de Balneário Rincão. O pai fez o corte do cordão umbilical.

E o bebê 5.000 da nova maternidade nasceu 23 meses após o primeiro nascimento, em 17 de novembro de 2020, Daiane veio ao mundo às 18h37min, com 3,394 quilos e 47 centímetros. Ela é filha de Vanessa Felisberto Alves e Adair José Alves, moradores do Bairro Morro Estevão, em Criciúma.

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