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Presidente do Siserp questiona valor da dívida do Criciumaprev

Estima-se que o Criciumaprev está com um déficit de R$ 800 milhões
Presidente do Siserp questiona valor da dívida do Criciumaprev
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo/Portal Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 21/01/2021 às 11:41

Nesta sexta-feira, dia 22, a Câmara de Vereadores de Criciúma votará em sessão extraordinária a reforma do Instituto Municipal de Seguridade Social dos Servidores Públicos de Criciúma (Criciumaprev). O projeto é de autoria do prefeito Clésio Salvaro. Conforme a justificativa disposta no projeto, estima-se que o Criciumaprev está com um déficit de R$ 800 milhões. Mas a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Região (Siserp), Jucélia Vargas, questiona os valores citados. 

“Sabemos que o governo tem interesse em mudar pontos do Criciumaprev, pois ano passado já foi levado um projeto à Câmara, mas conseguimos reverter a situação por meio da justiça. Recebemos o projeto com indignação, mas com surpresa, não”, destacou. 

Jucélia ainda comentou que o projeto trará mudanças significativas às pessoas. “Fala-se em dívida, mas qual é o tamanho real da dívida? Não temos cálculo preciso, o último cálculo é de 2019. O déficit não é culpa dos servidores, e sim, das adminitrações”, analisou. “Esse projeto vai mexer com todas as pessoas, por exemplo, quem está para se aposentar vai ser prejudicado. Queremos que os vereadores tenham responsabilidade, pois a reforma não irá mexer no caixa neste momento, é algo a longo prazo, então preciso estudar e debater mais sobre o assunto”, acrescentou. 

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A presidente do Siserp ainda comentou que a reforma do regime nacional foi debatida por comissões e é necessário fazer o mesmo com o Criciumaprev. “Não conseguimos dialogar com o prefeito. É um projeto que vai mudar a vida dos servidores e por isso precisamos debater mais. Estaremos reunidos ainda na manhã desta quinta-feira para conversar com os vereadores”, relatou. 

Jucélia revelou que o sindicato pediu à justiça que retirasse o projeto de tramitação, porém o pedido foi negado. “O juiz alegou que a responsabilidade é da Câmara de Vereadores e realmente é”, finalizou.