InternetData CenterAssinante

Movimento em defesa do Morro do Céu realiza ato ciclístico neste sábado em Criciúma

Objetivo da ação é chamar a atenção da população sobre a revogação da Lei n.º 5.207
Movimento em defesa do Morro do Céu realiza ato ciclístico neste sábado em Criciúma
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 19/08/2021 às 09:56

O próximo sábado, dia 21, será marcado por um ato ciclístico em defesa do Morro do Céu, em Criciúma. O principal objetivo da ação é sensibilizar a população sobre a necessidade de reversão da decisão da Câmara de Criciúma, com a revogação da Lei nº 5.207, de 2008, que criou o Parque Municipal Natural Morro do Céu. Os ciclistas sairão a partir das 10 horas da Rua da Gente, ao lado do Parque das Nações, com trajeto em direção à Praça Nereu Ramos. 

O ato está organizado pelo movimento 'Salve o Morro do Céu'. Durante a ação serão distribuídas gratuitamente mudas de plantas nativas. Simpatizantes da causa que não possuem bicicleta também são convidados a participar caminhando. "O movimento foi criado por diversas pessoas e com o objetivo de evitar a destruição do meio ambiente com o foco no Morro do Céu, que é a única mata nativa preservada da cidade", destaca um dos organizadores do ato ciclístico, Erick Cardoso, de 21 anos. 

"Estamos fazendo a articulação dentro da sociedade civil para chamar a atenção da Câmara e do Poder Executivo. Estamos esperando cerca de 300 pessoas no ato, porém o número de participantes pode ser maior, pois estamos conversando com grupos de ciclistas também, porque a cidade não possui ciclovia e vamos unir a sustentabilidade com o desenvolvimento do município", destaca. 

“O Morro do Céu é um dos poucos fragmentos de mata preservados no município, desempenhando importante função socioambiental por meio de seus serviços ecossistêmicos. A cobertura vegetal ajuda na contenção das cheias e a reduzir os impactos que o excesso de cimento e asfalto provocam na cidade, que potencializam o calor”, diz o movimento. 

Ainda conforme o movimento, há várias nascentes em seu território, uma delas do rio Linha Anta, afluente do rio Urussanga, e outras que contribuem para a formação do rio Criciúma. “A reversão da situação atual e consequente manutenção do parque representará a continuidade dos fluxos ecológicos, também em benefício da flora, da fauna e da qualidade do ambiente urbano”.

Leia mais sobre: