InternetData CenterAssinante

Em nota, Acic e CDL defendem manutenção da atividade econômica

Entidades pedem rigor na fiscalização para conter o avanço da Covid-19
Em nota, Acic e CDL defendem manutenção da atividade econômica
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus
Por Thiago Hockmüller Em 27/02/2021 às 20:00

O avanço da pandemia do novo coronavírus em Santa Catarina voltou a despertar discussões sobre os decretos do Governo do Estado e as medidas de enfrentamento à doença. A Associação Empresarial de Criciúma (Acic) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) emitiram nota neste sábado, dia 27, pedindo a manutenção das atividades econômicas e maior rigor na fiscalização das regras sanitárias.

De acordo com as entidades, a economia precisa ser fortalecida para proporcionar equilíbrio social e gerar recursos para o próprio enfrentamento da crise sanitária. “Não podemos permitir que haja retrocesso por falta de conscientização e cuidados pela população. Desde o início da pandemia, as empresas cumprem integralmente as regras sanitárias, mantendo a segurança de seus colaboradores e clientes, não sendo esses ambientes os principais vetores de contaminação do novo coronavírus e os mais suscetíveis ao contágio”, diz a nota.

Ontem, órgãos da justiça catarinense, como o Ministério Público estadual, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina, além  do Tribunal de Contas do Estado, a Defensoria Pública do Estado e a Defensoria Pública da União recomendaram ao Governo do Estado a suspensão, por pelo menos 14 dias, de todas as atividades não essenciais em todo o território catarinense ou, no mínimo, em todas as Regiões de Saúde classificadas no nível de risco potencial gravíssimo pela matriz estadual.

O decreto do Estado determina a suspensão do funcionamento de serviços não essenciais entre as 23 horas de sexta-feira até as 6 horas de segunda-feira, 1º de março, e no próximo fim de semana.

Além da Acic e da CDL, outras entidades se manifestaram neste sábado apoiando a manutenção do funcionamento da atividade comercial. O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) manifestou seu apoio às medidas restritivas previstas nos dois decretos do Governo do Estado. Em nota, defendeu que “com a devida observância dos protocolos sanitários, a segurança dos trabalhadores é garantida e que a adoção de um lockdown completo não é a melhor resposta para enfrentar o agravamento da pandemia”.

O Conselho é composto pelas Federações das Indústrias (Fiesc), do Comércio (Fecomércio), da Agricultura (Faesc), dos Transportes (Fetrancesc), das Associações Empresariais (Facisc), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (Fampesc), além do Sebrae-SC.

Rigor na fiscalização

Ainda na nota emitida em conjunto pela Acic e CDL, os órgãos afirmam que as melhores medidas para conter o avanço da pandemia são o rigor na fiscalização e a conscientização da população quanto adoção dos cuidados sanitários. 

“Cabe às autoridades públicas uma fiscalização rigorosa, coibindo qualquer tipo de atividade que seja facilitadora da propagação do vírus, e penalizando àqueles que descumprirem os protocolos estabelecidos para o combate à pandemia, de forma veemente”, diz a nota. 

As entidades também pedem transparência no processo de vacinação e investimento no setor da saúde. “As entidades conclamam aos agentes públicos medidas urgentes de investimento em infraestrutura de saúde, para que a população receba o atendimento necessário que a situação exige, assim como reforça atenção para a total transparência no processo de vacinação”.

Abaixo, confira a nota na íntegra:

A Associação Empresarial de Criciúma (Acic) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma vêm perante seus associados e sociedade reiterarem sua defesa à manutenção da atividade econômica.

O setor produtivo, comércio e serviços precisam permanecer em pleno funcionamento, garantindo emprego e renda, proporcionando equilíbrio social e, gerando, inclusive, recursos necessários para o próprio enfrentamento da crise. Não podemos permitir que haja retrocesso por falta de conscientização e cuidados pela população.

Desde o início da pandemia, as empresas cumprem integralmente as regras sanitárias, mantendo a segurança de seus colaboradores e clientes, não sendo esses ambientes os principais vetores de contaminação do novo coronavírus e os mais suscetíveis ao contágio.

Cabe às autoridades públicas uma fiscalização rigorosa, coibindo qualquer tipo de atividade que seja facilitadora da propagação do vírus, e penalizando àqueles que descumprirem os protocolos estabelecidos para o combate à pandemia, de forma veemente.

As entidades conclamam aos agentes públicos medidas urgentes de investimento em infraestrutura de saúde, para que a população receba o atendimento necessário que a situação exige, assim como reforça atenção para a total transparência no processo de vacinação.

Reafirmamos nosso compromisso de atuar junto aos órgãos de governo e aos demais segmentos organizados da sociedade na defesa de medidas sanitárias, com a preservação de vidas e a redução do impacto para a economia regional e local.

O momento é crítico, por isso, precisamos agir com cautela e bom senso, num esforço conjunto.

Moacir Dagostin

Presidente da Acic

Tiago Marangoni

Presidente da CDL Criciúma