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CPRM e Defesa Civil investigam abertura de buraco em terreno no bairro Maria Céu, em Criciúma

A casa não foi afetada, mas situação é monitorada; buraco de quatro metros abriu em junho
CPRM e Defesa Civil investigam abertura de buraco em terreno no bairro Maria Céu, em Criciúma
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus
Por Thiago Hockmüller Em 22/09/2021 às 16:07

Desde o mês de junho a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e a Defesa Civil de Criciúma monitoram a situação de um buraco de cerca de quatro metros de profundidade que abriu no terreno de uma casa no bairro Maria Céu. A casa não foi afetada e os moradores permanecem no local desde então. Na tarde desta quarta-feira, dia 22, as equipes realizaram a segunda rodada de testes para descobrir a causa do surgimento.

A dúvida, segundo o diretor da Defesa Civil Fred Gomes, é se este buraco pode ter sido ocasionado pela presença de uma galeria de mina no local. “A princípio não há risco nenhum, e a pesquisa realizada pela CRPM mostrará se existe ou não essa galeria passando pela região. Se houver, a situação precisa ser discutida para avaliação de possível interdição do terreno e realocação da família, de forma a não deixar a moradora em prejuízo, trazendo a melhor solução para o caso”, destaca.

De acordo com o geólogo da CPRM Guilherme Troian, essa investigação avalia a presença de galerias e possíveis desmoronamentos na região. O equipamento utilizado trabalha com correntes elétricas que determinam a profundidade do local. “O resultado deve ser divulgado em cerca de 10 dias”, explica.

Este é o segundo teste realizado no buraco desde junho. O primeiro foi feito em uma profundidade menor, e agora a investigação chega a cerca de 60 metros de profundidade. “Aumentamos a extensão do teste para ter dados mais íntegros”, destaca o coordenador da Defesa Civil.

As providências a serem tomadas nos próximos dias depende do resultado desta investigação de solo. “Com a conclusão em mãos, conseguimos providências e decisões, inclusive avaliando um possível impacto aos terrenos vizinhos”, conclui Gomes.