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Cocal do Sul: casos de envenenamentos de animais preocupam moradores; prática é considerada crime

Em uma família, dois gatos foram mortos em um intervalo de 15 dias
Cocal do Sul: casos de envenenamentos de animais preocupam moradores; prática é considerada crime
Foto: Unsplash
Por Lucas Renan Domingos Em 02/06/2021 às 14:23

Moradores de Cocal do Sul estão convivendo constantemente com casos de maus-tratos de animais. Segundo dados da ONG Rede do Bem, que defende a causa animal, desde janeiro passou a ser comum relatos de donos de bichos que tiveram seus cães e gatos envenenados. Por semana, são em média quatro animais mortos.

“Toda semana os donos dos bichos procuram a Rede do Bem para relatar seus casos. Existe um descontrole enorme na venda de venenos utilizados para dar para os animais. Estamos na luta para cobrar das autoridades a fiscalização deste tipo de comércio”, relatou a fundadora da Rede do Bem, Edsania Tavares.

Segundo Edsania, são poucos os animais que conseguem ser salvos. “Sempre passamos os protocolos iniciais para tentar ajudar os animais. Mas é um crime invisível, cometido por covardes”, ressaltou.

Na mesma família dois animais envenenados em 15 dias

A mãe do assessor administrativo Fabrício Périco é moradora do bairro Jardim Elizabeth e nos últimos 15 dias perdeu duas gatas que foram envenenadas. Uma dalas, encontrada ainda com vida, foi encaminhada para o veterinário, mas não resistiu. O laudo confirmou a morte pela ingestão de estricnina, veneno utilizado para matar ratos.

A família também registrou um boletim de ocorrência, onde relata que a gata foi vista voltando da rua e depois foi encontrada embaixo da casa agonizando. “Hoje eu moro em Criciúma, mas estes casos acontecem frequentemente em Cocal do Sul. A minha mãe conversou com outra vizinha que teve o cachorro envenenado também. Era um cão que ficava dentro do terreno nem para a rua saia. Os casos estão acontecendo e ninguém toma uma atitude”, reclamou Périco.

Antes do envenenamento dos gatos da mãe do assessor administrativo, a irmã dele também precisou encaminhar um gato de rua para o veterinário. “Era uma gato que ficava indo na casa dela, ela dava comida, ele ia ali e sumia. Certo dia ele foi encontrado ferido por um tiro. Foi feita a cirurgia e conseguiu resistir”, afirmou.

Polícia Civil investigará o caso

O boletim de ocorrência feito pela família foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Cocal do Sul nessa terça-feira, dia 2. A agente de Polícia Civil, Andréa Lopes, contou que a polícia não tem recebido relatos com frequência sobre envenenamento de animais, mas reforçou a importância do registro do boletim de ocorrência.

“A família fez o certo. É preciso que haja a denúncia para que possamos investigar. Este caso, agora em nossas mãos, será avaliado pelo delegado, que deve pedir a investigação. Quem passar pela mesma situação, deve fazer o boletim de ocorrência e encaminhar também o maior número de prova possível, para colaborar com a investigação e encontrar o culpado”, destacou Andréa.

A pena para quem pratica maus-tratos contra animais pode pegar de dois a cinco anos de prisão, além de pagar multa e perder o direito de guarda de animais.