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Unesc utiliza ozônio para combater contaminação por coronavírus no 24 Horas da Próspera

Ação foi realizada nessa quinta-feira, por meio de uma solicitação da Vigilância Sanitária
Unesc utiliza ozônio para combater contaminação por coronavírus no 24 Horas da Próspera
Foto: Divulgação / Unesc
Por Redação Engeplus Em 10/04/2020 às 12:07

A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) já iniciou a descontaminação de espaços de saúde com utilização do ozônio. Com o projeto em fase final de implementação, a equipe do Parque Científico Tecnológico (Iparque) atuou na descontaminação do 24 Horas do bairro Próspera. A ação foi realizada na noite desta quinta-feira, dia 9, por meio de uma solicitação da Vigilância Sanitária de Criciúma, parceira da Universidade na luta contra a Covid-19.

“Já tivemos uma experiência positiva do uso desta tecnologia no 24 Horas do bairro Boa Vista, também em parceria com a Universidade. Diante desta situação, trouxemos os equipamentos para este espaço. O protocolo exige a higienização, já realizada, e agora ocorre a desinfecção, que vai possibilitar a reabertura do espaço ao atendimento público”, explica o coordenador interino da Vigilância, Samuel Bucco.

Com grande capacidade de desinfecção, 100 vezes mais potente do que o cloro e agindo até 3.120 vezes mais rápido, o ozônio pode zerar a contaminação de uma sala em cinco minutos. “Sua funcionalidade é ativada quando o ar passa por uma peneira molecular, que separa o nitrogênio presente. O oxigênio em forma concentrada é levado ao gerador de ozônio. O resultado é a abertura de um arco elétrico, que transforma o O2 em O3, ou seja o ar em ozônio. Uma vez gerado, ele é espalhado em todo o ambiente e alcança espaços onde a mão humana não e ferramentas convencionais não podem alcançar”, esclarece o professor pesquisador responsável pelo projeto, Elídio Angioletto.

A tecnologia presente na iniciativa é estudada na Unesc desde 2013. No momento, a equipe de pesquisa, dividida em quatro grupos, faz as últimas atualizações para atuar na desinfecção de espaços como Centro de Triagem de Criciúma e outro locais considerados como de vulnerabilidade ao vírus. 

De acordo com o professor, a tecnologia já foi utilizada de forma efetiva contra outros tipos de  vírus, incluindo os que atacam as vias respiratórias, sendo, portanto, uma grande aposta mundial neste momento de combate à pandemia Covid-19.  

Atuação primária em Criciúma

Após a conclusão do projeto, prevista para a próxima terça-feira, dia 14, a equipe entregará quatro dispersores  de ozônio, que serão utilizados todas as noites nos espaços, e um túnel, que será instalado no Centro de Triagem. “A funcionalidade desta estrutura é ainda mais assertiva. Ela borrifará o O3 nas pessoas que chegam e que saem do local, garantindo ainda mais segurança na volta para casa", destaca Angioletto.

Para concretizar mais esta ferramenta contra a pandemia, a Universidade utiliza equipamentos resultantes de uma parceria com a Brasil Ozônio, que pesquisa, desenvolve soluções de alto desempenho e sustentáveis para tratamento, sanitização, esterilização e oxidação a partir do ozônio.