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'Um em cada dez cães desenvolve problemas no coração', alerta veterinária

Campanha alerta os tutores quanto a saúde dos seus animais de estimação
'Um em cada dez cães desenvolve problemas no coração', alerta veterinária
Foto: Unsplash/Ilustração
Por Jessica Rosso Em 04/09/2020 às 17:43

O Setembro Vermelho está relacionado ao Dia Mundial do Coração - comemorado no dia 29 de setembro - entretanto, o que muitas pessoas não associam é que além dos seres humanos, a campanha também alerta os tutores quanto a saúde dos seus animais de estimação. As doenças cardiovasculares podem atingir várias espécies, como cães, gatos, calopsitas e hamsters. 

Nesta reportagem vamos tratar especificamente sobre o melhor amigo do homem, o cachorro. Este animal está vivendo mais tempo por conta do avanço da medicina veterinária e a maior consciência e cuidados dos tutores quanto a saúde e bem estar do animal. Isso tem contribuído para que cães alcancem 16 ou até mesmo 20 anos, conforme explica a médica veterinária de Criciúma Thaís Pereira

Mas, para que o animal consiga ter uma vida longa com um coração saudável, é preciso estar atento. A doença cardíaca, não ocorre somente em animais idosos, “e ela é mais comum do que imaginamos”, alerta a profissional. 

“Alguns cães têm maior predisposição devido a raça, então podemos encontrar animais ainda em idade jovem já apresentando alteração cardíaca. Um em cada dez cães desenvolve problemas no coração", afirma.

A médica veterinária comenta que o Setembro Vermelho foi implantado pelo laboratório Elanco há cinco anos, visando a conscientização da doença cardíaca no cão, “afinal tudo que o cão faz é de coração, então nada mais justo que um mês para retribuirmos isso cuidando do coração deles”.

Quando há risco de doença cardíaca?

Existem alguns fatores de risco que podem acarretar as doenças cardíacas. Entre eles estão:

  1. Animais obesos - têm maior predisposição.
  2. Exercício - tanto o excesso quanto o sedentarismo são prejudiciais. É preciso estar atento para a condição física do cão para não sobrecarregá-lo.
  3. Estresse - assim como os humanos, os cães também sofrem com este problema. 

Como detectar e tratar ?

Para que haja um diagnóstico precoce, o mais recomendado é levar os cães periodicamente no veterinário para o check-up, conforme explica Thaís Pereira.

“Quando identificado a falha cardíaca normalmente são direcionados a um cardiologista veterinário, que fará os exames pertinentes como ecocardiografia”.

A profissional comenta que o tratamento é feito com base no estágio em que a doença se encontra. “Temos diversos produtos no mercado como o Fortekor e Fortekor duo que podem ser associados com outras medicações como diuréticos e supressores de tosse, também podemos ter alteração na dieta do animal. Para o tratamento não temos o que chamamos de receita de bolo, cada caso é individual e receberá o tratamento conforme sua necessidade”, diz. A doença cardiovascular não tem cura, mas a profissional explica que com o controle adequado é possível proporcionar ao animal uma melhor qualidade de vida e longevidade.

Quais os sintomas?

Tosse, cansaço, dificuldade de respirar, língua arroxeada, inchaço na barriga e nos membros, diminuição de apetite, desmaio e tristeza, são alguns dos sintomas que podem ser vistos pelos donos.

“Porém estes sintomas são visíveis quando já temos uma alteração importante no coração. Logo o proprietário deve se atentar para o check-up anual e assim poder identificar mais cedo o problema”, alerta a médica veterinária. As raças mais comuns que podem ter doenças cardíacas são poodle, shit-zu, cocker spaniel, boxer, labrador e dogue alemão.