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Sindicato mantém greve dos Correios e decidirá o retorno das atividades em assembleias

O TST determinou a correção salarial do trabalhadores em 2,6%
Sindicato mantém greve dos Correios e decidirá o retorno das atividades em assembleias
Foto: Arquivo Portal Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 22/09/2020 às 10:18

Os funcionários dos Correios continuam em greve em diversas cidades do Brasil. A paralisação iniciou no dia 17 de agosto em todo país. A categoria teve um reajuste salarial de 2,6% anunciado na tarde dessa segunda-feira, dia 21, porém a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) afirmou que o reajuste não contempla os profissionais.  

“Essa decisão representa mais um ataque aos direitos da classe trabalhadora, e um retrocesso a nossa categoria. É mais uma mostra de como o Judiciário se mantém servil ao patronato, atuando de forma político partidária, e se mantendo distante do propósito de justiça e dignidade à classe trabalhadora”, afirmou José Rivaldo da Silva, secretário-geral da FENTECT.

Conforme o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC), Jeferson da Rocha, nesta terça-feira, dia 22, às 19 horas, acontecerá uma assembleia para discutir o retorno das atividades. “Tivemos o julgamento e infelizmente o dissídio foi favorável à empresa. Muitos trabalhadores voltaram, mas ainda continuamos em greve. Estamos fazendo a contagem de quantos profissionais estão paralisados no Sul catarinense”, comentou. 

O Tribunal do Superior do Trabalho (TST) julgou o dissídio coletivo ingressado pelos Correios e decidiu que manterá as cláusulas propostas pela empresa, entre elas vale alimentação/refeição, com a inclusão de outras cláusulas de caráter social. O tribunal também determinou a correção salarial em 2,6%. Sobre os dias parados, foi decidido que metade do período será descontado em folha e a outra metade será compensada. 

A direção dos Correios informou por meio de nota que segue executando o plano de continuidade do negócio, com a realização de mutirões de entrega, inclusive em fins de semana e feriados, com o objetivo de reduzir os efeitos da paralisação parcial dos empregados à população.

“Desde o mês de julho, os Correios buscaram negociar os termos do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, em um esforço para fortalecer as finanças da empresa e preservar sua sustentabilidade. Ficou claro que é imprescindível que acordos dessa natureza reflitam o contexto em que são produzidos e se ajustem à legislação vigente”, diz o comunicado. “A empresa agora empreenderá todos os esforços para recompor os índices de eficiência dos produtos e serviços, considerados essenciais, nesse momento em que a população brasileira mais precisa”, completa a nota.