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Sem previsão para o retorno das aulas, motoristas do transporte escolar fazem protesto em Criciúma

Profissionais solicitam auxílio emergencial para a categoria
Sem previsão para o retorno das aulas, motoristas do transporte escolar fazem protesto em Criciúma
Foto: Divulgação
Por Lucas Renan Domingos Em 27/06/2020 às 13:07

Aproximadamente 30 motoristas de transporte escolar de Criciúma e região estiveram reunidos em um protesto na manhã deste sábado, dia 27. Eles estacionaram as vans na avenida Centenário, em frente ao Parque das Nações e, em uma manifestação silenciosa e pacífica, que durou aproximadamente duas horas estenderam faixas pedindo amparo financeiro aos gestores públicos municipais, estaduais e federais.

Uma das mensagens exibidas pelos manifestantes suplicava: “Auxílio emergencial para a nossa categoria. Por favor!”. “Nossa categoria está desamparada. Nem todos são MEI (Microempreendedor Individual). Há empresas que se encaixam no Simples Nacional e não tem direito a receber o auxílio emergencial anunciado pelo Governo Federal. Não pegamos o vírus e estamos morrendo”, disse o presidente da Associação do Transporte Escolar de Criciúma e Região (Atecrisul), Jutair Moraes.

O presidente reforça ainda que, mesmos os que são MEI e estão conseguindo receber o auxílio emergencial estão passando por dificuldades financeiras. “Somos em quase 150 associados, alguns estão fazendo fretamento privado, mas não é suficiente. As contas seguem atrasadas. Outra reivindicação é para que o Governo Federal converse com os bancos para apresentar possibilidade de renegociações de financiamentos. Tem motorista que entrou em um financiamento no fim início do ano e agora não está conseguindo arcar com seus compromissos. Precisamos de mais atenção. Somos a única categoria que não sabe quando irá retornar. Não tem uma data prevista para a retomada das aulas”, destacou Moraes.

Eles também solicitam que a Prefeitura de Criciúma realize um diálogo com a categoria para elaborar um plano de retomada da atividade, quando o transporte escolar for liberado. “Não queremos fazer as coisas atropeladas. Nossa intenção é já definir as regras para a volta para evitar algumas reclamações pontuais que aconteceram no transporte coletivo, por exemplo, como ônibus lotados e pessoas desrespeitando o distanciamento nos terminais”, salientou.

Cancelamento dos contratos

Um dos motoristas que estava presente na manifestação é André Nunes. Ele endossou o pedido para que a categoria seja melhor amparada pelos gestores públicos e alertou sobre a situação vivida pelos profissionais.

“Nós motoristas temos contratos com os pais de alunos para fazer o transporte dos estudantes. Mas como as aulas não estão acontecendo, esses contratos estão sendo cancelados e estamos ficando sem renda. A maioria dos motoristas trabalham em família, ou seja, o casal depende da mesma renda”, apontou.

Em Santa Catarina, lembra Moraes, já há movimentações para que os motoristas do transporte escolar sejam encaixados no auxílio emergencial. “A Câmara de Vereadores de Itapema está com um projeto de lei que cria um apoio financeiro para nossa categoria. Aqui no Sul, não vemos nenhuma movimentação neste sentido”, completou o presidente da Atecrisul.