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São Paulo já registrou 30 mortes por Covid-19 e criciumense relata a situação no Estado

Jornalista Lucas Sabino mora há 10 meses na capital paulista
São Paulo já registrou 30 mortes por Covid-19 e criciumense relata a situação no Estado
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 24/03/2020 às 14:49

O Brasil já registrou 34 mortes pelo novo coronavírus, sendo 30 em São Paulo. Por lá, o jornalista Lucas Sabino, natural de Criciúma, vive há 10 meses. Em Santa Catarina, são 410 casos suspeitos e 86 confirmados com o vírus. Já em Criciúma, são nove pacientes que possuem a doença. 

Sabino lembra que desde o dia 13 de março, os eventos com aglomerações foram cancelados em São Paulo, mas não estavam sendo respeitados. “Alguns lugares estavam promovendo bailes funks, bares estavam funcionando normalmente. No último sábado, o governador do Estado, João Dória, decretou que, a partir de hoje, tinha que fechar tudo. Só não fechou o transporte público. Ônibus, trens e metrôs estão funcionando normalmente e, pelo que ouvi, algumas linhas estavam lotadas”, conta. 

O criciumense afirma que os supermercados da capital paulista não possuem mais aglomerações. “Na semana passada, eu passei num mercado que as pessoas estavam querendo estocar alimentos. Mas no final de semana e nessa segunda-feira eu passei em outro mercado e não tinha aglomerações. Poucas pessoas nos mercados. Mas não tem nenhuma limitação de entrada, não”, explica. “A partir de hoje, teoricamente, só podem funcionar mercados e padarias, farmácias, postos de gasolina, hospitais e transporte público”, acrescenta.  

O jornalista ainda pontua que em São Paulo as pessoas estão com medo, porém são conscientes de tudo que está acontecendo. “O problema é que muitas pessoas não podem parar e estão nas ruas, mesmo com medo”, analisa. 

“Nesses períodos de isolamento, excesso de informação, as pessoas tem que cuidar da mente. Cuidar para não entrar em uma paranóia. Eu não deixo de acompanhar os jornais, rádios, tanto daqui como os veículos de comunicação de Criciúma. Como o ritmo de trabalho, para mim, diminuiu, eu tô buscando ler. Inclusive, várias editoras estão disponibilizando e-books de graça. Além de ter uma rotina de exercícios, meditação, que já tinha antes, só que agora dentro de casa”, relata.

Mesmo com mais de 850 quilômetros de distância entre a capital paulista e Criciúma, Sabino afirma que concorda com as medidas do governo de Santa Catarina. “Os governos estaduais e municipais ficaram sem amparo do governo federal em um primeiro momento e tiveram que agir. Criciúma, na minha visão, está sendo exemplo nas medidas. O coronavírus ele tem um contágio muito rápido. Infelizmente vamos ter perdas grandes na economia. Mas é necessário conter o vírus para depois recuperar”, frisa.

“Acredito que Criciúma está bem consciente, num geral. E que precisamos entender que isso vai passar. Temos que manter o isolamento agora, para não termos um colapso social e de saúde.  O número de mortes em São Paulo é normal por ser grande, porque os principais aeroportos são aqui, é uma metrópole. E o recado é esse: fique em casa”, finaliza. 

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