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Salvaro relaciona Operação Blackout com ano eleitoral

'Para ser prefeito desta cidade, tem que ganhar na urna', falou prefeito nas redes sociais
Salvaro relaciona Operação Blackout com ano eleitoral
Foto: Reprodução
Por Lucas Renan Domingos Em 02/07/2020 às 17:55

"Para ser prefeito desta cidade, tem que ganhar na urna. É no voto, não será no tapetão". Assim o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, encerrou um vídeo que publicou nas redes sociais nesta quinta-feira, dia 2. O conteúdo gravado foi em resposta à Operação Blackout, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 11º Promotoria da comarca de Criciúma, e que investiga supostas fraudes em procedimentos licitatórios relacionados à aquisição de materiais e contratação de serviços de iluminação pública na Prefeitura de Criciúma. No vídeo, Salvaro fez relação da operação com as eleições deste ano, quando deverá concorrer à reeleição ao cargo de chefe do Executivo do município. 

Salvaro disse concordar com as investigações, mas reclamou dos mandados de busca e apreensão serem cumpridos próximo do período eleitoral. O prefeito afirmou ter se colocado à disposição do MPSC para qualquer problema relacionado a prefeitura e que foi surpreendido pela operação realizada na manhã desta quinta-feira. 

"Por que não nos chamou antes? Por que não esclareceu antes? Se o propósito do Ministério Público é igual o nosso? Total transparência, não provocar prejuízo às pessoas, ao cidadão que paga os impostos. Será que é justo ou querem esperar mesmo, como diz os adversários, para deixar perto das eleições? Eu sei, já enfrentei isso. Uma vez cassaram o meu mandato porque fiz uns casamentos coletivos. Para ser prefeito desta cidade, tem que ganhar é na urna. É no voto, não será no tapetão", pontuou.

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As imagens foram gravadas na sala de licitações da prefeitura. Na gravação, Salvaro apresenta o local, mostra um espaço reservado para o Observatório Social, aponta que é um ambiente transparente e exibe a mesa onde são realizadas os processos. "Hoje fomos surpreendidos por uma operação do Ministério Público. Tudo bem. Nós concordamos com isso, mas quero dizer que eu fui lá no Ministério Público e me coloquei à disposição. Eu, a nossa procuradora, os meus secretários e disse: ‘Procuradora, qualquer problema pode nos procurar’. Agora, depois de um ano de investigação, se é que tinha algum indício de problemas na prefeitura, esperaram passar um ano para mandar a polícia aqui dentro?", questinou. 

Ainda nesta quinta-feira, a Prefeitura de Criciúma já havia divulgado uma nota onde afirmou que "colaborou e continuará fornecendo todas as informações necessárias para o andamento das investigações do Ministério Público de Santa Catarina". E que "tem como premissa a intensa fiscalização e apuração de seus processos licitatórios, elaboração de contratos e acompanhamento sempre de acordo com a legislação vigente, respeitando as leis, não compactuando com qualquer tipo de ilegalidade e tomando as medidas cabíveis, caso sejam identificadas". 

Na manhã desta quinta-feira, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) na manhã desta quinta-feira, dia 2, e que cumpriu mandados de busca e apreensão no Paço Municipal Marcos Rovaris e em empresas que estariam envolvidas nas supostas fraudes. Celulares, computadores, documentos, além de duas armas, foram apreendidos.