InternetData CenterAssinante

Região Carbonífera é a terceira com maior ocupação de leitos de UTI em Santa Catarina

Entre Laguna e Passo de Torres, taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 76,74%
Região Carbonífera é a terceira com maior ocupação de leitos de UTI em Santa Catarina
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus
Por Thiago Hockmüller Em 18/11/2020 às 19:21 - Atualizado há 2 meses

A Região Carbonífera está com 82,35% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para tratamento da Covid-19, ocupados. Isto significa que dos 34 leitos ativos, 28 estão sendo utilizados e apenas seis disponíveis. Entre as 16 regiões de saúde do Estado catarinense, a Carbonífera é a terceira maior em taxa de ocupação, atrás apenas de Xanxerê (93,75%) e Laguna (84,62%). Os dados são da Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

Os números na região de Laguna também são alarmantes. Dos 26 leitos ativos, 22 estão ocupados e quatro disponíveis. A situação mais grave, em Xanxerê, é provocada por haver apenas um dos 16 leitos disponíveis para tratamento da Covid-19.

É um sobe e desce. Vamos conviver com a doença enquanto não tiver vacina. É uma situação que requer cuidados. Disponibilizar leitos hospitalares e UTI é uma regulação estadual com monitoramento do Coes (Centro de Operações de Emergência em Saúde), comissão que analisa, avalia e acompanha as regiões, e deve estar se planejando com relação a esta situação. 

Acélio Casagrande, secretário de saúde de Criciúma
_________

Sete leitos disponíveis no Extremo Sul

No Extremo Sul, a situação é mais confortável em um comparativo com as vizinhas Carbonífera e Laguna. São 65% dos leitos ocupados, ou seja, 20 leitos ativos, 13 ocupados e sete disponíveis. Em uma ilustração mais ampla, somando as três regiões que compõem a Macrosul (Laguna, Carbonífera e Extremo Sul), a ocupação é de 76,74% dos leitos disponibilizados para pacientes da Covid-19.

Para o secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, os indicadores mostram o crescimento no número de positivados, todavia, este problema não é uma exclusividade da Macrosul. No geral, Santa Catarina possui 632 leitos para tratamento da Covid-19, com 444 ocupados. Isto resulta em uma taxa geral de 70%, com 188 leitos disponíveis para futuras internações. 

“Tudo que está acontecendo estamos monitorando durante o período de pandemia. Os indicadores já mostravam crescimento do número de positivados e vem acontecendo em todo o Brasil. Algumas regiões antes e outras depois. A matriz demonstra praticamente o estado inteiro na mesma situação”, afirma.

Reflexo das eleições

No último domingo, dia 15, o Brasil passou pelas eleições municipais. E em diversos locais foram registradas aglomerações, como no entorno da escola João Frasseto, no bairro Santa Luzia em Criciúma. O curioso é que no pátio do colégio não foram registradas filas na seções ou aglomerações. 

Para Acélio Casagrande, a matemática é simples: se houve aglomeração com assintomáticos, o reflexo será conhecido nas próximas semanas. No geral, o secretário não considera as eleições um fator preponderante para o aumento do número de casos. “Independente de eleição ou não, as aglomerações geram contaminação. Se houveram aglomerações, que acredito que tenham acontecido, automaticamente se tinha (positivados) contaminaram outras pessoas”, ponderou.

Ainda hoje, a Vigilância Epidemiológica de Criciúma deve divulgar o boletim diário informando o número de casos relacionados à Covid-19 e a situação da ocupação de leitos de UTI na cidade. Conforme o relatório de ontem, desde o início da pandemia a Capital do Carvão registrou 9.320 casos confirmados dos quais 8.176 estão curados e 115 pessoas perderam a vida. Atualmente são 344 suspeitos e 30.031 casos descartados.

Leia mais sobre: