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Presidente da Unimed defende isolamento do grupo de risco e que atividades retornem gradativamente

Leandro Avany Nunes afirmou que neste momento a população não pode ir para as ruas
Presidente da Unimed defende isolamento do grupo de risco e que atividades retornem gradativamente
Foto: Rafaela Custódio
Por Rafaela Custódio Em 26/03/2020 às 08:58

Criciúma segue com 13 casos confirmados de coronavírus no município. Todos os pacientes foram notificados pela Vigilância Epidemiológica da cidade e os resultados foram validados pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen). A grande discussão dos últimos dias é em torno da economia do país e também dos municípios. 

Em Criciúma, a discussão não é diferente em relação à economia. O presidente da Unimed, Leandro Avany Nunes, afirmou em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, que não é o momento de todas as pessoas voltarem às suas atividades. “Hoje, começa o debate da reabertura para voltarmos as atividades normais. Nós iniciamos a quarentena no dia 16, mas queríamos dizer quinzena, pois 15 dias seria necessário para avaliarmos a situação e tomarmos uma decisão. O que temos? Os hospitais da Unimed e os Centros de Triagem e podemos dizer que foram um sucesso e isolamos a doença”, relata. 

“O Grupo técnico da Unimed avalia que a partir de segunda-feira [dia 30] quando terminam os 15 dias se inicie uma abertura qualitativa, ou seja, abertura vertical, mas com qualidade. Isolando o grupo de risco e aos poucos liberando os trabalhos”, pontua.  

Segundo o presidente da Unimed, a Alemanha teve a menor taxa de mortalidade da europa pela antecipação dos fatos. “Eles começaram os testes em janeiro. Fizeram isolamento social e realizaram os testes em todas as pessoas. Qual o nosso problema? Não podemos testar todo mundo, nós só estamos no isolamento social”, comenta. 

Nunes ainda ressalta que a região tem poucos casos porque não foram realizados testes em todas as pessoas. “Temos que ter um cuidado para manter a população protegida. Se for todo mundo para rua hoje, os dias em casa não terão valor nenhum. As crianças chegarão perto dos idosos e eles estarão contaminados e vamos encher nossos hospitais”, finaliza.