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Pesquisa Sebrae/SC aponta que 406 mil pessoas foram demitidas no primeiro mês de quarentena

Mais de 10 mil empresas fecharam a porta neste período
Pesquisa Sebrae/SC aponta que 406 mil pessoas foram demitidas no primeiro mês de quarentena
Foto: Agência Brasil
Por Lucas Renan Domingos Em 20/04/2020 às 16:04 - Atualizado há 7 meses

Com pouco mais de um mês de quarentena em Santa Catarina, o Sebrae/SC divulgou nesta segunda-feira, dia 20, um estudo do impacto da pandemia na economia do Estado. A pesquisa apontou que 406.099 catarinenses perderam seus empregos nos primeiros 30 dias de isolamento social. Foram 242.093 mil pessoas demitidas pelos pequenos negócios e 164.006 pelos grandes e médios. A pesquisa ouviu 4.348 empresários.

Entre todos os entrevistados, 34,45% dos empresários afirmaram terem feito, em média, duas demissões desde o dia 18 de março, quando passou a valer o primeiro decreto de isolamento social publicado pelo Governo do Estado.

Ainda neste período, a estimativa é de que 10.443 empresas tenham fechado as portas em Santa Catarina, o que representa 1,22% dos negócios no Estado. Os setores mais impactados foram os Microempreendedores Individuais (MEI) e as microempresas. Conforme o estudo do Sebrae/SC, 1,39% das microempresas e 1,69% dos MEI catarinenses encerraram as suas atividades durante a pandemia.

“O número de 10 mil empresas [fechadas] neste período também é bastante significado, o que mostra realmente o impacto. E está associado ainda a outros números que temos. Os pequenos negócios têm capital de giro para poucos dias, para menos de um mês. E com o isolamento alcançando um mês, muitas dessas empresas não conseguiram suportar”, apontou o diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro.

A pesquisa apontou que 91% das empresas alegaram queda no faturamento, com uma redução média de 64,63%. Somente entre as micro e pequenas empresas, as perdas estimadas de faturamento chegam a R$ 9,4 bilhões em um mês.

Alternativas para manter empregos

Mesmo assim, os empreendedores estão buscando formas para manter as suas atividades. A pesquisa detalhou ainda as medidas que as empresas têm adotado para manter os empregos. Dos negócios que responderam à pesquisa, 30% optaram por dar férias individuais aos contratados, 28% reduziram jornada de trabalho. Entre as alternativas ainda estão férias coletivas, banco de horas, trabalho em home office e dispensa remunerada. No Estado, entre dez empresas 6,5 ainda mantém seus funcionários.

“O Sebrae tem feito um trabalho muito forte junto aos empresários para manter os empregos. Na retomada você eles terão que ter mão de obra qualificada e a demissão vai pesar nesta necessidade. E a Medida Provisória (MP) do Governo Federal, permitiu a redução de jornada, permitiu a suspensão de contrato e antecipações de férias, as medidas mais adotadas para preservar os empregos”, analisou Carlos Henrique Fonseca, diretor superintendente do Sebrae/SC.

Outro caminho trilhado pelas empresas é a busca pelo acesso às linhas de crédito, um processo ainda burocrático. “As operações de crédito ainda é um processo que está acontecendo, mas muito lento. Há uma sobrecarga nas instituições financeira, porque todas as empresas foram buscar crédito. E ao mesmo tempo que tem alguns créditos que estão com dificuldades de acesso e as empresas vão perdendo fôlego”, disse Pinheiro.

Impactos na região Sul

A pesquisa traz, ainda, o impacto da crise nas nove regiões de Santa Catarina. Na região Sul, 44,28% dos entrevistados afirmaram terem demitido ao menos dois funcionários neste período. Na primeira edição da pesquisa, 22,82% dos entrevistados do Sul tinham afirmado demissões. Com isso, o número de pessoas que perderam o emprego na região é de 49.949. Em relação ao faturamento, 91,89% dos empresários do Sul afirmaram queda média de 66,43% no faturamento, o que representa um total de cerca de R$ 1,1 bilhão.

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