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Moradores fazem protesto e impedem tráfego de caminhões que desrespeitam decreto

O protesto durou praticamente a tarde toda desta terça-feira
Moradores fazem protesto e impedem tráfego de caminhões que desrespeitam decreto
Foto: Divulgação
Por Redação Em 18/02/2020 às 21:35

Moradores da localidade de Encruzo do Barro Vermelho, zona rural de Maracajá nos limites com Araranguá, impediram o fluxo de caminhões com carga pesada na rodovia Alcino de Freitas, que dá acesso à BR-101, e que está em obras para receber pavimentação asfáltica. 

O protesto durou praticamente a tarde toda, até que os caminhões deixaram de transportar por aquela via, principalmente, minérios extraídos no distrito de Hercílio Luz, em Araranguá. Vias alternativas, também no território de Maracajá, onde o trânsito de veículos pesados também é proibido, foram utilizadas como fuga do protesto.

Os moradores informaram que a manifestação se deu em virtude do posicionamento das empresas que atuam na exploração e transporte de minérios, durante reunião realizada na tarde de segunda-feira em Maracajá e pelos comentários e posicionamentos na Câmara de Vereadores de Araranguá, na sessão da noite.

O tráfego de veículos com mais de 10 toneladas continua proibido nas rodovias Alcino de Freitas e José Jovelino Costa, acesso ao Encruzo do Barro Vermelho e Angelino Acordi, no Espigão da Toca. Um decreto municipal determina a proibição, estabelece exceções, mas os transportadores de minérios continuam desrespeitando a determinação e sendo multados.

Na segunda-feira, dia 17, na Prefeitura de Maracajá, transportadores, autoridades municipais, sindicato dos motoristas e moradores impactados se reuniram e abriram negociações para solução do impasse. Todos se comprometeram em buscar alternativas para compatibilizar a atividade econômica, o bem-estar das comunidades e a preservação do patrimônio público.

À noite, na Câmara de Vereadores de Araranguá, no entanto, o posicionamento foi de "derrubar o decreto" da Prefeitura de Maracajá como solução para os interesses dos araranguaenses. Na manhã seguinte os moradores se organizaram e no início da tarde o protesto foi materializado, com mediação da Polícia Militar.

Colaboração: Gilvan de França - Assessor de Comunicação Social