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Mineiros iniciam greve e aproximadamente 750 funcionários paralisam as atividades em Treviso

Primeira empresa atingida pela manifestação é a Carbonífera Metropolitana
Mineiros iniciam greve e aproximadamente 750 funcionários paralisam as atividades em Treviso
Foto: Divulgação
Por Lucas Renan Domingos Em 24/02/2020 às 08:22

Conforme haviam prometido, os trabalhadores da indústria de mineração entraram em greve nesta segunda-feira, dia 24. A primeira empresa atingida pela manifestação dos funcionários foi a Carbonífera Metropolitana, localizada em Treviso. Aproximadamente 750 mineiros não foram ao trabalho.

De acordo com o presidente da Federação dos Mineiros do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Fetiec), Genoir dos Santos, as paralisações iniciaram ainda na noite desse domingo, dia 23. “Por volta das 19h40 de ontem iniciamos a greve com o primeiro turno de trabalhadores. Agora já estamos no quarto turno e estamos tendo 100% de adesão. Os funcionários não estão vindo trabalhar. Às 14 horas tem o pessoal da manutenção, mas já temos a informação que também não virão”, disse Santos.

Segundo o presidente, os trabalhadores estão buscando a unificação dos pisos salariais, plano de saúde, estabilidade pré-aposentadoria, lanche adequado e reajuste 7% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Os funcionários da Carbonífera Metropolitana deverão permanecer em greve até a próxima quarta-feira, dia 26. “Na quinta-feira, eles retornam às atividades e vamos iniciar a paralisação na Carbonífera Rio Deserto”, projetou Santos.

Novas tratativas

O representante dos trabalhadores afirma que a categoria está aberta para novas negociações e aguarda a iniciativa patronal para retomar as tratativas. Por outro lado, o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Extração de Carvão Mineral do Estado de Santa Catarina (Siecesc), Márcio Cabral, aponta que as negociações só serão retomadas caso os grevistas melhorem a proposta.

“Assim que eles tiverem uma proposta diferente para apresentar para nós, vamos sentar para conversar. O que estão pedindo hoje é irreal. Estamos ofertando 5,15% de reajuste referente ao INPC. Nenhuma outra categoria com data base em janeiro está ofertando isso. Temos a maior proposta e eles não estão aceitando. Cabe lembrar que agora talvez nem consigamos apresentar este mesmo valor, porque isso era antes da paralisação. Em uma nova negociação, vamos ter que calcular o prejuízo que as empresas terão para formalizar um novo reajuste”, analisou Cabral.

O diretor do Siecesc ainda pontuou outros índices da categoria para defender o lado patronal. “Nossa categoria, nos últimos seis anos, teve 22% de ganho real. Eles ganham 100% de hora extra e não 50%, como manda a CLT. Os mineiros têm 50% de adicional e não 25% conforme a CLT, possuem um horário de trabalho de segunda-feira a sexta-feira. Então estamos pensando no trabalhador, mas as condições dos grevistas, volto a repetir, são irreais. Não vamos negociar desta forma”, completou Cabral.

Confira o calendário da greve: 

Carbonífera Metropolitana - 24, 25 e 26 de fevereiro 

Rio Deserto - 26, 27 e 28 de fevereiro 

Carbonífera Belluno - 2, 3 e 4 de março

Carbonífera Catarinense - 4, 5 e 6 de março 

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