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Manifestante solitário, brasileiro que mora na Itália apoia o fim da quarentena

Carreata estava marcada para as 15 horas desta sexta-feira
Manifestante solitário, brasileiro que mora na Itália apoia o fim da quarentena
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus
Por Thiago Hockmüller | Rafaela Custódio Em 27/03/2020 às 16:59

A carreata para comemorar o fim da quarentena em Criciúma, marcada para as 15 horas desta sexta-feira, dia 27, não emplacou. Todavia, um brasileiro com cidadania italiana estava ali, sozinho, aguardando pelos demais manifestantes.

Marcos Antônio Coral, 58 anos, natural de Nova Veneza, mora há 25 anos na Itália, em Peschiera del Garda. Veio ao Brasil para acompanhar a cerimônia de formatura de sua filha e acabou trancado no país natal. 

"Vim aqui para a manifestação, mas o pessoal correu. Ficaram com medo da polícia. Tem o exemplo da Itália, estamos todos dentro de casa desde janeiro e seguem morrendo pessoas todos os dias. Apoio o presidente (Jair Bolsonaro) e acho que ele está certo", explica.

O filho de Marcos, Mateus Coral, 33 anos, também mora na Itália e segue em quarentena no país europeu. "Como tem a empresa dele, tem um dinheirinho, mas tá acabando. Vai ter que esperar o verão, que daí vai diminuir (o número de casos)", relata.

O neoveneziano acredita que o momento é de isolamento vertical e não social. "Precisamos proteger o público vulnerável e o resto tem que trabalhar. Daqui a 30 dias as contas vão chegar e quem vai pagar?", questiona.

Em maio, Marcos retorna para Itália e volta a trabalhar como caminhoneiro na Europa. "Não adianta prender as pessoas dentro de casa. A quarentena para todo mundo é politicagem e isso não pode acontecer. Vamos proteger nossos idosos e crianças", finaliza.