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Imbituba: após furto de luvas cirúrgicas, equipes fazem levantamento do estoque da secretaria

Intenção é descobrir se mais algum material teria sido furtado de dentro da unidade
Imbituba: após furto de luvas cirúrgicas, equipes fazem levantamento do estoque da secretaria
Foto: Divulgação
Por Jessica Rosso Em 05/10/2020 às 16:46

As equipes da Secretaria de Saúde de Imbituba fazem, desde o último domingo, dia 4, um levantamento de tudo o que está armazenado no almoxarifado do órgão municipal. A intenção é descobrir se, além das máscaras cirúrgicas desviadas e apreendidas com um servidor no Rio Grande do Sul, mais algum material teria sido furtado de dentro da unidade.

“Quando recebemos a informação da polícia de que um servidor nosso teria sido preso, com mercadorias desviadas da secretaria, logo, separamos todas as notas fiscais. Neste momento, estamos focados nos lotes de luvas cirúrgicas que foram furtadas, mas, nas próximas horas, teremos um levantamento completo de todo o nosso estoque e saberemos se mais algum produto foi retirado do almoxarifado”, ressaltou a Secretária de Saúde, Graciela Wiemes Ribeiro.

O caso

A Polícia Civil da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, prendeu, no último sábado, dia 3, um servidor comissionado da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) de Imbituba pela prática de peculato (crime em que o funcionário público se apropria de bem em virtude do cargo que ocupa). 

O envolvido, que foi detido na BR-158 por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, confessou que furtou, fora do horário de trabalho, 450 caixas pequenas de luvas cirúrgicas da sede da secretaria (cada caixa contém 100 luvas). 

Ele ainda disse, em depoimento, que revenderia a mercadoria a um receptador no Estado Gaúcho. O material furtado da Prefeitura de Imbituba está avaliado, segundo nota fiscal, em R$ 8.100,00.

O autor do crime, que responderá judicialmente por peculato, estava em um veículo de outro servidor comissionado da Prefeitura de Imbituba. Ambos tiveram a exoneração publicada nesta segunda-feira, dia 5. Inclusive, o município pediu à justiça, que os valores das rescisões fiquem retidos judicialmente até o fim da sindicância, com a apuração completa de todos os prejuízos. 

A Polícia Civil descobriu a ação criminosa após a denúncia de que o automóvel estaria transportando drogas entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas a informação não se confirmou.

Colaboração: Rodrigo Speck