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Governador relata preocupação com logística para abastecer Estado com EPI e respiradores

Temor é que equipamentos não cheguem por conta da alta demanda aos fornecedores
Governador relata preocupação com logística para abastecer Estado com EPI e respiradores
Foto: Cristiano Estrela/Secom
Por Lucas Renan Domingos Em 28/03/2020 às 12:32

Em coletiva na manhã deste sábado, dia 28, o governador Carlos Moisés colocou em pauta uma preocupação. Santa Catarina está insegura com a logística para abastecer o Estado com Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) destinado aos trabalhadores de saúde e respiradores para novos leitos de UTI. O governador teme que os materiais não cheguem por conta da alta demanda que já sobrecarrega os fornecedores do Governo Federal e empresas privadas.

“Temos a exemplo as vacinas da Campanha de Vacinação. Elas chegam, logo se esgotam e as pessoas ficam na fila. É o que está acontecendo. Em Santa Catarina não é diferente”, afirmou Moisés. “Isso nos chama muito a atenção em relação a esta capacidade de logística de movimentarmos cargas também de EPI e respiradores mecânicos para novos leitos de UTI”, salientou.

A aflição foi reforçada pelo secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino. “Tem algumas entregas que estão sendo sinalizadas pelo Governo Federal que ainda não aconteceram. Temos um adiantamento das imunizações dos pacientes na questão da gripe, cujas doses que chegaram foram insuficientes. E a questão dos EPI é outra preocupação. Precisamos ofertar para os profissionais de saúde de todas as instâncias. Não temos capacidade operativa que garanta que esses insumos chegarão”, analisou o secretário.

Leitos de UTI

Zeferino lembrou ainda que todos os Estados do Brasil estão buscando comprar equipamentos para a aquisição de equipamentos necessários para a criação de novos leitos de UTI.

“O mercado não estava preparado e aliado a isso ainda tem a situação da China, que é o nosso maior fornecedor. Eles estão começando a retomar os parques fabris. Causa um desequilíbrio entre a oferta e disponibilidade, nos deixando com muita preocupação. Temos que oferecer para a população catarinense o necessário para o enfrentamento da Covid-19”, reforçou.

Números crescendo

Na mesma coletiva, Carlos Moisés atualizou os números de casos confirmados em Santa Catarina. Até o momento são 184 pacientes diagnosticados com coronavírus no território estadual. O Governo do Estado não divulga mais o número de suspeitos.

Fonte: Governo do Estado de Santa Catarina

“Teremos nas próximas semanas um aumento exponencial de casos pelo Brasil. A população vai começar a ver o quão rápido é essa evolução. E o território catarinense faz parte disso. Nos acende novamente a luz amarela para estar realmente com garantia do fornecimento de insumos, com garantia de leitos de UTI disponível. É uma crise que vai durar os próximos três meses, é uma previsão do próprio Governo Federal”, disse Zeferino.

Carlos Moisés usou também do argumento das previsões de aumento de casos para frisar a preocupação. "Não é um desafio só da logística do Governo Federal para fazer as entregas. Na segunda-feira (dia 23) tivemos uma reunião com o ministro (da Saúde, Luiz Henrique Mandetta) que nos prometeu que no dia seguinte chegaria EPI e estamos notando que essa logística não aconteceu. Além do problema estatal existe outra situação. Quando o secretário Helton fala que os casos vão aumentar, significa dizer que naqueles estados onde já temos mais casos, vai aumentar a demanda de UTI e podem eventualmente demandar mais equipamentos. Qual garantia que temos do que estamos importando (fornecido por empresas privadas) vai chegar até nós?", questinou o governador.