InternetData CenterAssinante

Esucri promove aula online com criciumenses que moram na Europa

Ação tratou da vivência dos moradores da Suiça e Itália em meio a pandemia
Esucri promove aula online com criciumenses que moram na Europa
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 05/04/2020 às 17:35

Visando proporcionar aos estudantes conteúdos ricos na atual situação que todos se encontram, foi realizada uma aula online por meio da plataforma Zoom entre os alunos dos cursos de Administração com ênfase em Marketing e Publicidade e Comércio Exterior da Esucri. Tendo participação de criciumenses residentes em países da Europa, a conversa foi conduzida pelo professor das disciplinas de Viagens e Cultura Internacional e Tópicos Contemporâneos em Marketing, Rodrigo Fabre Feltrin.

Entre os assuntos tratados esteve a vivência de Vanessa Machado na cidade de Zurique, na Suíça e Mariane Teixeira na região de Ligúria, capital de Gênova na Itália, em meio a pandemia de coronavírus.

Desafios em meio ao surto

Até o momento, a Itália registra mais de 15 mil mortos no país em decorrência da Covid-19. Segundo Mariane, a parada total do país começou a ocorrer no dia 8 de março. "Tivemos os primeiros casos no início de fevereiro mas ninguém estava levando a sério, apenas tratando como casos exportados. Quando começou a morrer 500 pessoas por dia, reforçaram os cuidados e o isolamento social", comenta.

No início do surto, as cidades de Lombardia e Vêneto eram as mais afetadas. "Foram 15 dias de muita confusão e brigas políticas, nós aqui da província não sabíamos se ficávamos em casa ou não. Temos um documento de auto certificação que contém informações de que não estamos com vírus e para onde vamos se sairmos de casa. Quem falsificar o documento será multado de 250 a 4 mil euros, mais um processo jurídico", explica Mariane.

Zurique também demorou a entrar em quarentena e foi duramente criticada pela mídia em geral. Com mais de dois mil casos confirmados, a partir de 16 de março foram tomadas medidas de contenção. "Poucas pessoas entram por vez no supermercados, fitas sinalizam a distância nos caixas, tem álcool em gel na entrada e os produtos não essenciais estão tapados com plástico filme", conta Vanessa.

Hábitos e vida na Europa

Vanessa e Mariane saíram de Criciúma em 2016 e 2017 respectivamente, e desconstruíram a romantização que tinham da vida na Europa que a maioria dos brasileiros têm. Durante o bate-papo, também comentaram sobre a dificuldade de aprender as línguas locais e os hábitos dos países, como a siesta dos italianos, que consiste em repousar no período de almoço das 12 horas às 15 horas da tarde, o extremo planejamento de vida dos suíços, além da validação do diploma de ensino superior no continente.

Para Rodrigo, levar a experiência de quem está vivenciando o período de pandemia em outros países aos alunos foi fundamental, para que se tenha a noção da proporção global do ponto de vista das pessoas e não do que é televisionado. “Ter essa oportunidade de dialogar com elas, possibilitou que os estudantes pudessem entender o contexto e o impacto causado nas questões culturais, sociais, executivas, legislativas e econômicas. Esses pontos são essenciais para a formação de um administrador”, frisou o professor.

Colaboração: Natasha Monteiro/Traquejo Comunicação