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Estudantes de Maracajá passam a utilizar a plataforma IntecEdu da UFSC

Cerca de 70% dos alunos do ensino fundamental vão utilizar a ferramenta
Estudantes de Maracajá passam a utilizar a plataforma IntecEdu da UFSC
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 21/05/2020 às 14:34

Quase 700 alunos da rede municipal de ensino, que integram 28 turmas de 5º ao 9º anos das três escolas básicas de Maracajá, iniciam na próxima segunda-feira, dia 25, mais uma etapa do processo de ensino e aprendizagem durante a pandemia da Covid-19. O grupo que representa 70% dos alunos do ensino fundamental passará a utilizar a plataforma IntecEdu, desenvolvida pelo Laboratório de Experimentação Remota (RexLab) do campus de Araranguá da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A plataforma IntecEdu é uma estratégia para a integração de tecnologia nos processos de ensino e de aprendizagem. As ações são estruturadas em dois eixos: capacitação docente e integração de tecnologias nas atividades didáticas acessados por dispositivos móveis, explica a diretora de Educação de Maracajá, Aline Rosso. Nas últimas duas semanas os professores passaram por capacitação específica e produzindo os materiais, em cada disciplina, que estarão à disposição dos estudantes.

“Os professores produzem conteúdos de cada disciplina em áudios e vídeos, passam as tarefas da semana e recebem pela mesma plataforma os trabalhos dos alunos. Além disso, os aplicativos de troca de mensagens continuarão sendo usados para que estudantes possam tirar suas dúvidas pessoais com os professores de cada disciplina”, detalha a diretora de Educação de Maracajá.

Em torno de 13% dos mais de mil alunos da rede municipal de Maracajá não têm acesso a internet, apurou uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Educação. Para estes estudantes, serão disponibilizados tablets adquiridos em 2018 e que eram utilizados em sala de aula, até o início da pandemia. O aluno terá, off line, os conteúdos e tarefas de todas as disciplinas. Semanalmente o tablet será trocado por outro, com as aulas da semana seguinte, enquanto o primeiro aparelho retorna ao Departamento de Educação.

Desde o início do isolamento social que interrompeu as aulas nas escolas catarinenses, os alunos maracajaenses têm recebido via telefone celular atividades pedagógicas enviadas pelos professores. “Tem sido uma experiência diferente, que tem exigido mais de alunos e professores e, sobretudo, de pais e responsáveis dos estudantes, mas estes esforços valem a pena”, pondera Aline Rosso.

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