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Em novo protesto, comerciantes voltam à Praça Nereu Ramos; PM pediu o fim da manifestação

Lojistas querem a retomada das atividades no setor
Em novo protesto, comerciantes voltam à Praça Nereu Ramos; PM pediu o fim da manifestação
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus
Por Lucas Renan Domingos | Rafaela Custódio | Thiago Hockmüller Em 07/04/2020 às 16:09 - Atualizado há 1 mês

Está programado para acontecer na tarde desta terça-feira, dia 7, mais um ato dos comerciantes de Criciúma na Praça Nereu Ramos, no Centro de Criciúma. Pela manhã, o grupo já havia realizado uma manifestação pedindo a liberação do funcionamento do comércio ao Governo de Santa Catarina. O grupo deseja voltar a protestar a partir das 16 horas, mas a Polícia Militar (PM) está no local para tentar impedir que o evento aconteça, já que o decreto 525 do Governo do Estado impede a aglomeração de pessoas em espaços públicos durante a pandemia do coronavírus.

“A Polícia Militar é parceira da comunidade. A nossa ideia aqui é seguir o que prevê o decreto 525 e que não pode haver a aglomeração e permanência de pessoas em praças públicas. A ideia é a gente fiscalizar o cumprimento do decreto. Fazemos o acompanhamento e a orientação das pessoas, identificando elas e repassando por um relatório circunstanciado ao Ministério Público, que vai tomar as medidas cabíveis”, afirmou o major Eduardo Moreno, do 9º Batalhão da Polícia Militar (PM).

Ele reforçou ainda que a recomendação é para que as pessoas permaneçam em suas casas. “A saúde vem em primeiro lugar. Entendemos que a situação econômica também é grave, mas essa forma (de manifestação) acaba infringindo a norma que está imposta”, acrescentou o Moreno.

Comerciantes vão para a praça

Mesmo com a orientação da PM, alguns comerciantes e funcionários dos estabelecimentos foram para a Praça Nereu Ramos. Com cartazes nas mãos eles voltaram a pedir que as lojas sejam autorizadas a abrir. “Atenção, governador se o comércio não abrir, demissão em massa”

Manequins de lojas de vestuários também foram espalhados pela praça e neles cartazes foram colados. Intuito é fazer uma alusão ao espaço determinado de 1,5 metro entre as pessoas e arecomendacao para que evitem aglomerações. “Queremos e precisamos trabalhar”, acrescenta outra mensagem. Os policiais seguiram orientando o público e, minutos após o início da manifestação, pediram que o grupo se disperçasse, mas não foram imediatamente atendidos.