InternetData CenterAssinante

DTT alerta para transporte clandestinos de passageiros ocorrendo em Criciúma

Motoristas tem se passado por condutores de aplicativo para fazer corridas
DTT alerta para transporte clandestinos de passageiros ocorrendo em Criciúma
Foto: Divulgação/DTT
Por Lucas Renan Domingos Em 24/01/2020 às 14:58

Os agentes de trânsito da Diretoria de Trânsito e Transporte (DTT) de Criciúma flagraram uma irregularidade relacionada ao transporte de passageiros no município. Frequentemente a Ouvidoria da Prefeitura de Criciúma e a Polícia Militar (PM) estão recebendo denúncias de transporte irregular de pessoas na cidade. Motoristas estão utilizando seus veículos para realizar corridas particulares sem estarem regularizados, o que não é permitido pela legislação. Muitos deles ainda tentam se passar por profissionais de aplicativos. Nesta quinta-feira, dia 24, um deles foi autuado e teve o veículo recolhido pela DTT.

Conforme informou o gerente da DTT, Paulo Borges, para efetuar o transporte de passageiros particulares, o condutor precisa estar legalmente cadastrado em um aplicativo ou ter a autorização para atuar como taxista. Para isso, precisam pagar por tributos pelos serviços prestados. Acontece que os chamados “PF” (Sigla que significa “por fora”, como são conhecidos os motoristas que fazem transportes irregulares) têm encontrado no trabalho clandestino uma maneira de não pagar taxas.

“Quem está cadastrado no aplicativo, por exemplo, paga uma porcentagem da corrida para a plataforma que gerencia o sistema. E quem não quer pagar, faz o transporte clandestino. Mas isso acaba sendo um risco para quem utiliza. Porque este tipo de transporte não possui nenhum tipo de exigência de segurança. Já quem trabalha com aplicativo, o carro precisa obedecer algumas normas de segurança e a pessoa que utiliza o serviço possui todos os dados do motorista e do veículo, tendo maior confiabilidade”, disse Borges.

 

O gerente afirma que a prática do transporte clandestino tem ocorrido com maior frequência na saída de festas noturnas da cidade. “Eles estacionam o carro em frente a esses locais e instalam sinais luminosos no carro, para se identificar como motorista de aplicativo e se oferecem para as pessoas. Isso não é permitido. Transporte por aplicativo tem que ser feito tudo pela plataforma e os veículos não possuem nenhuma identificação adesiva ou luminosa, porque todo o cadastro está no aplicativo”, reforçou.

Até outubro de 2019 a infração era considerada média e agora passou para gravíssima. O infrator, além de pagar a multa de R$ 293,47 recebe sete pontos na carteira e tem seu carro recolhido. “Por isso orientamos as pessoas para quando precisar fazer um transporte alternativo, que façam com quem está habilitado para prestar o serviço”, completou Borges.