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Depois de Cocal do Sul, Morro da Fumaça e Santa Rosa do Sul podem decretar situação de emergência

Municípios são os mais afetados na região pela seca que atinge o Estado de Santa Catarina
Depois de Cocal do Sul, Morro da Fumaça e Santa Rosa do Sul podem decretar situação de emergência
Foto: Divulgação/Prefeitura de Cocal do Sul
Por Lucas Renan Domingos Em 21/05/2020 às 15:04

As previsões apontam que a forte estiagem em Santa Catarina deve permanecer até o mês de junho ou julho. As projeções são válidas também para a região Sul do Estado. Na Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) e na Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (AMESC), a situação mais crítica é a de Cocal do Sul, que já decretou situação de emergência. Porém, outros municípios se preparam para fazer o mesmo, como são os casos das cidades de Morro da Fumaça e Santa Rosa do Sul.

Em Cocal do Sul, o baixo índice pluviométrico diminuiu o nível dos três reservatórios que abastecem a cidade. O município, após uma parceria com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) passou a receber água da Barragem do Rio São Bento. Ao mesmo tempo, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Cocal do Sul trabalha para fazer o transporte de água com caminhão pipa até a estação de tratamento do município.

“Na região da AMREC, até o momento, só Cocal do Sul já decretou situação de emergência. Agora estamos avaliando o mesmo com a Prefeitura de Morro da Fumaça. Vamos fazer um levantamento dos danos ambientais e nos reunir com o prefeito para avaliar se será preciso decretar situação de emergência também”, explicou o coordenador regional da Defesa Civil na AMREC, Rosinei da Silveira.

Após decretar a situação de emergência, as prefeituras precisam entregar os laudos da Defesa Civil e demais documentações para aprovação do Governo do Estado e do Governo Federal para autorização da solicitação. Caso o processo seja aprovado, os municípios ficam autorizados a dar celeridade em medidas para resolver o problema, como realização contratações de serviços com tomadas de preços e sem processos licitatórios e acesso aos programas de financiamentos e refinanciamentos para a agricultura.

Na AMESC, a preocupação maior é Santa Rosa do Sul

Já na AMESC, o município que deve decretar situação de emergência nesta quinta-feira, dia 21, ou sexta-feira, dia 22, é Santa Rosa do Sul. A cidade é a que vem sendo mais prejudicada pela falta da chuva, conforme apontou o coordenador regional da Defesa Civil na AMESC, Sebastião de Souza.

“Lá já há a necessidade de atendimento de 24 famílias que não são abastecidas pelo Samae e pegam água de poços ou sangas. E também a prefeitura está auxiliando com a escavação de reservatórios de água para o consumo animal”, explicou Souza.  No município já está constatado danos para a agricultura, pecuária e abastecimento humano, requisitos necessários para a aprovação da situação de emergência.

“Há outros municípios que estão sendo avaliados, como Meleiro e Timbé do Sul, mas que ainda não devem decretar situação de emergência. Assim como eles, as prefeituras dos demais municípios ainda estão conseguindo encontrar soluções para amenizar o problema, como a escavação de novos poços e outras medidas.