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De geração em geração: o amor de Ricardo Koerich Furtado pela medicina

Médico de 32 anos está desde março trabalhando no combate a Covid-19
De geração em geração: o amor de Ricardo Koerich Furtado pela medicina
Foto: Rafaela Custódio / Portal Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 25/12/2020 às 13:16

O médico Ricardo Koerich Furtado, de 32 anos de idade, é formado há quatro pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), mas o amor pela profissão iniciou ainda quando criança. Ele é filho de Carlos Augusto Pereira Furtado e Carla Viviany Koerich Furtado e a paixão pela saúde começou com o pai, que também é médico. Natural de Lages, ele mora em Criciúma há oito anos. 

Além do pai, mais nove pessoas de sua família atuam na medicina, o que demonstra que o amor pela saúde está no sangue. “Desde pequeno, sempre acompanhei meu pai nas cirurgias. Ele é médico ginecologista e obstetra, porém agora está mais focado na parte de ultrassom. Nunca me vi exercendo outra profissão. Depois do ensino médio, fiz mais dois anos de cursinho e entrei para a faculdade de medicina”, lembra. 

Ele ainda não fez residência médica, mas garante que é um projeto para o futuro. “Sou clínico geral, faço pós-graduação em medicina do esporte e exercício. Atualmente, sou diretor técnico do Centro de Retaguarda e também do Hospital São Sebastião de Treze de Maio, atuo no Centro de Triagem, no TeleCovid e também no Criciúma Esporte Clube, porém com as mudanças de direção não sei se vou continuar”, conta. 

Ricardo começou atuar no combate ao coronavírus porque o futebol no Brasil foi suspenso em virtude da pandemia. “Quando o esporte do país parou, acabei ficando em casa e um amigo próximo me falou sobre o Centro de Triagem e acabei me interessando e iniciando os plantões. Foi um aprendizado e acabei me envolvendo e gostando muito. Desde março estou trabalhando no combate ao coronavírus. Quando o esporte retornou, também voltei para o Criciúma, porém no clube também realizava os cuidados com os atletas e um trabalho ajudou o outro”, destaca. 

Atuando no Criciúma há dois anos, Furtado sempre gostou de esporte e se encontrou atuando no clube tricolor. “Meu avô treinava times de futebol de Lages e sempre fui ligado ao esporte. Nadei profissionalmente e, quando entrei na faculdade de medicina, acompanhava o médico do clube Inter de Lages. Nunca achei que conseguiria trabalhar no Tigre, mas surgiu a oportunidade, eu acabei abraçando e deu muito certo. Hoje, cuido de cerca de 250 atletas do clube que envolve atletas profissionais masculino e feminino e categorias de base”, descreve. 

Medo de lidar com a doença 

Furtado, no início, sentia medo de ser infectado, porém atualmente trabalha com os equipamentos necessários. “Já testei positivo para Covid-19, me recuperei e estou trabalhando normalmente. Claro que no início eu sentia medo, é natural já que é uma doença nova. Mas aos poucos fui trabalhando e buscando ajudar o próximo”, declara. 

Ele está há nove meses sem ver os pais que moram em Lages. “Meus pais são grupo de risco e desde março não vejo eles. Por isso, peço que as pessoas se cuidem e evitem aglomerações. Manter o isolamento social neste momento é muito importante. Estamos prevendo que na segunda metade de janeiro teremos um aumento de casos e podemos ficar sem leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Vale lembrar que pessoas jovens também se contaminam e morrem em virtude do vírus”, ressalta. 

Furtado quer fazer especialização, porém ainda está em dúvida de qual área. “Penso em fazer clínica médica, oftalmologia ou anestesiologia. Mas ainda vou fazer especialização. Estou aprendendo muito trabalhando no combate ao coronavírus e é um conhecimento único”, finaliza.  

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