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Criciumense que mora na Itália relata situação em relação ao coronavírus

Aline Fenili Levati mora há um ano na localidade de Monzambano
Criciumense que mora na Itália relata situação em relação ao coronavírus
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 26/02/2020 às 09:59

A Itália já registrou 12 mortes por Covid-19 doença causa pelo coronavírus e 374 pessoas infectadas pelo novo vírus. A criciumense Aline Fenili Levati mora Monzambano na região da Lombardia, província de Mântua, com cerca de 4.545 habitantes. Ela, seu esposo e sua filha moram na localidade há cerca de um ano e relatou o que está acontecendo no país. O primeiro caso de coronavírus já foi confirmado no Brasil em um homem de 61 anos que veio da Itália. 

De acordo com a criciumense, na localidade em que ela mora ainda não foi confirmado nenhum caso, porém a situação é preocupante. “As autoridades estão passando todas as informações necessárias para as pessoas. Os moradores estão tomando todas as precauções, muitos dos contagiados tem uma melhora, mas por não ter uma vacina, uma cura, a situação nos deixa em alerta”, garante. 

Aline relata que a cidade não está funcionando normalmente. “Estamos vendo poucas pessoas nas ruas. Vamos aos supermercados apenas quando necessário. Ainda não percebi ninguém utilizando máscaras, mas estou saindo bem pouco de casa e evitando lugares públicos”, comenta. 

“A maior preocupação é a falta de uma vacina. Acredito que com a descoberta de uma vacina, por exemplo, as pessoas vão ficar um pouco mais tranquilas. Todos os dias ligamos nos noticiários e a única informação é que os casos estão aumentando”, relata. 

Escolas fechadas e cuidados redobrados

Aline conta que as escolas estão fechadas e até o dia 1º de março todas as unidades de ensino suspenderam as aulas. “A escola da minha filha de oito anos está fechada e até a próxima semana ela ficará em casa”, comenta. 

A criciumense conta que nessa terça-feira foi à farmácia e percebeu uma preocupação enorme entre os profissionais. “O atendimento foi rigoroso e apenas três pessoas entravam no local para não acontecer aglomeração. Fui comprar um remédio na farmácia e percebi que as mulheres que estavam trabalhando aparentavam estar com medo, todas usavam luvas, mas não estavam de máscaras”, pontua. 

“Cancelaram as aulas de dança e missas. A biblioteca e lugares de turismo estão fechados. Já nos supermercados estão vazios. Não pode entrar todo mundo para fazer compras, são 25 pessoas por vez”, afirma. 

Orientação 

Segundo Aline, o governo está orientando a lavar sempre as mãos e manter distância de desconhecidos. “A pessoa que apresentar sintomas de tosse e febre não deverá ir ao pronto-socorro e sim ligar para um número específico. Os profissionais de saúde vão até as casas e realizam os testes na própria residência”, finaliza. 

Países como China, Itália, Espanha, Coreia do Sul, Croácia, Suíça, Grécia, Áustria, França e também Brasil registraram caso de coronavírus.