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Criciumense que mora na Itália: ‘Brasil ainda está em tempo de se conscientizar e prevenir’

Maria Lúcia Barp, de 25 anos, mora na província de Mantova há 10 meses
Criciumense que mora na Itália: ‘Brasil ainda está em tempo de se conscientizar e prevenir’
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 30/03/2020 às 09:16

A criciumense Maria Lúcia Barp, de 25 anos, está morando na Itália há 10 meses e foi em busca da cidadania. Ela começou a trabalhar no país enquanto esperava os papéis e, neste momento, mora com uma família italiana. O país é um dos principais focos do coronavírus, com mais de 11 mil mortes.

Maria está na província de Mantova, em uma cidade chamada Bozzolo, que fica na região da Lombardia. “Na região que eu moro foram vários decretos até todo mundo respeitar e ficar em casa. Primeiro fecharam as escolas, depois as baladas, bares, restaurantes, até não ter mais ninguém pelas estradas. Alguns ainda não respeitam e acabam levando multa dos policiais que vivem nas ruas controlando. Quem sai de casa deve ter um motivo comprovado, como ir ao mercado, farmácia ou, na pior das hipóteses, ao hospital”, conta. 

A criciumense relata que não pensa em voltar para o Brasil neste momento, mesmo sentindo saudades das pessoas. “Embora sinta saudade de todos e gostaria muito de estar perto de quem eu amo numa situação dessas, eu sinto que devo continuar aqui. Quero ver a situação se resolvendo, não só para a Itália, como pro mundo todo”, relata. 

“Converso com minha família todos os dias, nos tranquilizamos e compartilhamos coisas boas, pois sabemos que o medo agora só atrapalha. Então, a gente se mantém unido mesmo com a distância”, pontua. 

Maria explica que o governo italiano está ajudando as pessoas carentes e também as empresas. “Não sei como vai ser no Brasil, eu sei que cada um tem sua consciência e seu pensamento sobre isso, mas meu desejo, de coração, é que todos os brasileiros levassem a Itália como exemplo, porque aqui a gente não escutou no início e aconteceu o pior. O Brasil ainda tá em tempo de se conscientizar e prevenir. Essa é a hora de fazer o certo e sermos mais empáticos, estamos todos juntos nessa”, finaliza.

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